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Nicolas Sarkozy condenado a 5 anos de prisão na França

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Nicolas Sarkozy condenado a 5 anos de prisão na França

Nicolas Sarkozy condenado a 5 anos de prisão na França é a decisão anunciada nesta quinta-feira, 14, pelo Tribunal Criminal de Paris, que responsabilizou o ex-presidente por conspiração criminosa para captar recursos líbios e financiar sua campanha eleitoral de 2007.

Nicolas Sarkozy condenado a 5 anos de prisão na França

O colegiado fixou pena de cinco anos em regime fechado e determinou que o político de 70 anos seja encarcerado mesmo que recorra, embora a data de execução ainda seja definida. A corte absolveu Sarkozy dos crimes de corrupção passiva, financiamento eleitoral ilegal e ocultação de desvio de verbas públicas.

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Segundo a sentença, entre 2005 e 2007 o então candidato permitiu que aliados buscassem apoio financeiro junto ao regime de Muammar Gaddafi em troca de possíveis favores diplomáticos. A juíza observou que, na legislação francesa, a mera tentativa de pacto corrupto já configura delito, ainda que o repasse de dinheiro não seja comprovado.

Ex-ministros próximos, Claude Guéant e Brice Hortefeux, receberam veredicto semelhante por associação criminosa. Contudo, os magistrados não encontraram provas suficientes de que Sarkozy participou diretamente da arrecadação nem de que recursos líbios abasteceram a campanha vitoriosa.

Sarkozy reagiu com veemência, classificando a decisão como “injustiça escandalosa” e prometeu apelar. “Se tiver de cumprir pena, o farei de cabeça erguida”, declarou na sala lotada, acompanhado da esposa, a cantora Carla Bruni, e de seus três filhos adultos.

O processo se soma a outras pendências judiciais que maculam o legado do ex-chefe de Estado. Ele já foi condenado por corrupção e tráfico de influência em 2014, bem como por gastos irregulares na tentativa de reeleição em 2012. Ambos os casos aguardam recursos nas instâncias superiores.

Detalhes da investigação remetem a 2011, quando a imprensa líbia e o próprio Gaddafi afirmaram ter injetado milhões de euros na campanha francesa. Um memorando de inteligência, publicado pelo Mediapart, mencionava acordo de €50 milhões, mas o tribunal considerou mais provável que o documento seja falso. Reportagem da BBC destaca que as suspeitas também envolvem malas de dinheiro entregues em Paris por intermediários, versões posteriormente negadas por uma das principais testemunhas.

Analistas avaliam que o resultado reforça a mensagem de intolerância da Justiça francesa contra práticas irregulares no financiamento político, ainda que figuras proeminentes estejam no banco dos réus.

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Crédito da imagem: Globalnews.ca

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