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E-book destaca população negra em Juiz de Fora no século 19

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E-book destaca população negra em Juiz de Fora no século 19

E-book destaca população negra em Juiz de Fora no século 19 ao reunir, em 120 páginas, as 19 ações de liberdade movidas por sujeitos negros que viviam sob escravização e lutavam pela autonomia na cidade, ainda no Império.

E-book destaca população negra em Juiz de Fora no século 19

Pesquisa conecta memória e reparação histórica

Escrito por Giovana de Carvalho Castro, Vanessa Ferreira Lopes e Luan Pedretti de Castro Ferreira, o trabalho nasceu da interseção entre pesquisa acadêmica e ativismo. Giovana, historiadora, já havia publicado o caso de Roza Cabinda e, a partir do cruzamento de fontes com Luan e Vanessa, ampliou o escopo para todas as ações de liberdade catalogadas no Arquivo Histórico Municipal.

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Metodologia: digitalização e transcrição inéditas

Os autores levantaram a produção historiográfica local e nacional, localizaram a documentação e digitalizaram os processos. Especialistas em paleografia decifraram os manuscritos do século 19, permitindo a elaboração do texto final. A obra defende o uso dos termos “emancipações” e “pós-abolições”, ressaltando que os negros atuavam estrategicamente e não eram vítimas passivas.

Personagens que ganharam voz

Dentre os casos analisados está Marcellina Angélica de Almeida, única personagem registrada com nome completo. Já liberta, ela acionou a justiça para garantir a liberdade do filho, provando, segundo os autores, a força dos laços familiares mesmo diante da instabilidade jurídica que marcava o período.

Lançamento, oficinas e acesso gratuito

O e-book, aprovado pela Lei Murilo Mendes, foi lançado em setembro no Anfiteatro João Carriço. O download será liberado na primeira quinzena de outubro no Instagram do projeto e na aba “Juiz de Fora: Cidade Negra” do site da UFJF.

Duas oficinas gratuitas de aplicação do material em sala de aula estão marcadas para 18 e 24 de setembro, às 14h e 18h30, no Instituto Casa Cirene Candanda (Av. Barão do Rio Branco, 2288). Inscrições podem ser feitas até 30 minutos antes de cada encontro através de formulário disponível na bio do projeto.

O lançamento reforça que a liberdade no século 19 era frágil, mas também demonstra a persistência de uma população negra que pressionava legalmente por seus direitos, tema que segue atual quando se debate reparação histórica no Brasil.

Para continuar acompanhando análises sobre cultura e sociedade, visite nossa cobertura completa sobre cultura no Brasil e fique por dentro das próximas publicações.

Crédito da imagem: Anna Júlia / Divulgação

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