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Buraco coronal no Sol libera vento solar recorde

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Buraco coronal no Sol libera vento solar recorde

Buraco coronal no Sol libera vento solar recorde continua a atingir a Terra com rajadas que chegaram a 760 km/s, prolongando tempestades geomagnéticas e gerando auroras além das latitudes polares.

Corrente de alta velocidade mantém distúrbios

Dados coletados pelo Observatório de Dinâmica Solar (SDO), da NASA, confirmam que a corrente de vento solar partiu de um buraco coronal que chegou a 500 mil km de extensão, espaço suficiente para alinhar quase 40 planetas Terra. Mesmo após a máxima registrada no domingo (14), a velocidade permanece entre 600 e 700 km/s, nível capaz de classificar a tempestade como G3 na escala que vai até G5.

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Efeitos visíveis e riscos operacionais

A tempestade G3 intensificou as auroras boreais, observadas em regiões incomuns, como o norte dos Estados Unidos e grande parte do Reino Unido. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), rajadas dessa magnitude podem sobrecarregar satélites, aumentar o arrasto de objetos em órbitas baixas e comprometer sistemas de radionavegação. Em casos extremos, redes elétricas também ficam vulneráveis.

Influência do equinócio e efeito Russell-McPherron

A proximidade do equinócio de setembro, marcado para o dia 22, favorece o alinhamento entre os campos magnéticos solar e terrestre. Esse cenário amplia o chamado efeito Russell-McPherron, descoberto em 1973, que dobra a chance de tempestades geomagnéticas nessa época do ano. Entre 1932 e 2014, registros históricos indicam incidência duas vezes maior de eventos comparáveis nos equinócios do que nos solstícios.

O que são buracos coronais

Buracos coronais são regiões onde as linhas de campo magnético se abrem, permitindo que o plasma escape livremente. Nas imagens do SDO, essas áreas aparecem escuras, pois contêm menos material quente. O padrão atual, descrito como “borboleta gigante”, formou-se no início da semana passada e permanece visível nos painéis do programa científico da NASA.

Especialistas projetam que a atividade diminua ao longo desta terça-feira (16), embora novas auroras de curta duração possam surgir até metade da semana. Enquanto isso, operadores de satélites e redes elétricas seguem monitorando possíveis oscilações.

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Crédito da imagem: NASA/SDO

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