Tarifaço de Trump: governo libera R$ 6 bi para alimentos
Tarifaço de Trump: governo libera R$ 6 bi para alimentos é a resposta prevista no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026 para minimizar as perdas dos exportadores brasileiros atingidos pela tarifa extra de 50% imposta pelos Estados Unidos. Os recursos irão financiar a compra de produtos originalmente destinados ao mercado norte-americano e redirecioná-los a programas sociais federais, estaduais e municipais.
Plano Brasil Soberano direciona verbas para PAA e PNAE
Inserida no Plano Brasil Soberano, a iniciativa coloca R$ 778,1 milhões no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que deve alcançar 117,6 mil famílias de agricultores, e R$ 5,46 bilhões no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), responsável por fornecer refeições a 39,4 milhões de estudantes da rede pública. A compra ocorrerá sem licitação, seguindo preços médios de mercado, medida que o governo classifica como política anticíclica para preservar empregos e renda no agronegócio.
Quais produtos serão comprados
Frutas, castanhas, pescados e outros itens afetados pela sobretaxa compõem a lista prioritária. Entre eles:
- Açaí em purê, preparações e frutas congeladas;
- Água de coco com distintos teores de Brix;
- Castanha-de-caju sem casca e derivados;
- Castanha-do-Pará (Castanha-do-Brasil) fresca ou seca;
- Manga fresca ou desidratada;
- Mel natural;
- Uvas frescas;
- Pescados como corvina, pargo e tilápia em diferentes apresentações.
A relação poderá ser atualizada por portaria interministerial, permitindo ajustes conforme a evolução do mercado externo.
Objetivo é amortecer impacto econômico
Segundo reportagem da CNN Brasil, a estratégia aproveita a estrutura já existente dos programas sociais para escoar rapidamente a produção, evitar desperdício e garantir renda mínima aos produtores prejudicados pela perda de mercado nos Estados Unidos. A União, os estados e os municípios ficam autorizados a comprar diretamente dos exportadores afetados, utilizando procedimentos simplificados que prometem transparência e controle público.
Imagem: Joa Souza
Com a medida, o governo espera manter a cadeia produtiva ativa, proteger empregos no setor agroexportador e, simultaneamente, reforçar a segurança alimentar de escolas, hospitais e restaurantes populares em todo o país.
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Crédito da imagem: Joa Souza / Shutterstock
















