Cássio denuncia rejeição da filha autista em escolas
Cássio denuncia rejeição da filha autista em escolas ao relatar que Maria Luiza, 7 anos, autista não verbal, foi recusada por diversos colégios de Belo Horizonte, restando apenas uma instituição disposta a aceitá-la.
Cássio denuncia rejeição da filha autista em escolas
O goleiro do Cruzeiro publicou no Instagram que, apesar de visitar várias escolas com a esposa e apresentar laudos médicos, a resposta costuma ser negativa. “Inclusão não é palavra bonita em propaganda, é atitude”, escreveu o atleta.
Cássio explicou que a filha é acompanhada desde os dois anos por uma profissional especializada que poderia apoiá-la em sala sem interferir no aprendizado dos colegas. Mesmo assim, a proposta frequentemente é rejeitada pelos colégios.
Segundo o jogador, apenas um estabelecimento concordou em matricular Maria Luiza. “Se não fosse essa escola, minha filha não teria onde estudar”, declarou o camisa 1, que há anos defende a causa da inclusão de pessoas no espectro autista.
O autismo não verbal se caracteriza pela ausência total ou parcial da fala, mas não implica falta de compreensão. Gestos, símbolos visuais e dispositivos eletrônicos de voz são recursos que podem garantir a comunicação e o aprendizado desses estudantes.
De acordo com as diretrizes de educação inclusiva do Ministério da Educação (MEC), escolas públicas e privadas têm obrigação legal de oferecer adaptações e apoio individualizado, sem cobrar taxas extras.
Imagem: Gustavo Aleixo
O desabafo do goleiro reacende o debate sobre cumprimento da legislação e capacitação das equipes pedagógicas para atender alunos com necessidades específicas.
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Crédito da imagem: Gustavo Aleixo/Cruzeiro














