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Roberto Saporiti Atlético: argentino campeão mundial

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Roberto Saporiti Atlético: argentino campeão mundial

Roberto Saporiti Atlético: argentino campeão mundial é o nome do ex-atacante que vestiu a camisa alvinegra em apenas um amistoso, mas entrou para a história ao erguer a Copa do Mundo de 1978 como auxiliar técnico da seleção argentina.

Roberto Saporiti Atlético: argentino campeão mundial

Quando chegou a Belo Horizonte em fevereiro de 1968, Roberto Saporiti tinha 26 anos e era apresentado pela imprensa mineira como “craque argentino”. Revelado pelo Independiente e com passagens por Lanús, Deportivo Español, Platense e Santiago Morning, ele foi bancado pelo empresário Miguel Lentner, que arcou com a viagem de Buenos Aires ao Mineirão.

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A estreia – e despedida – de Saporiti pelo Atlético ocorreu em 11 de fevereiro de 1968, no amistoso contra o Bangu. Diante de 26.744 torcedores, o argentino iniciou como ponta de lança, mas saiu lesionado ainda no primeiro tempo, sem finalizar a gol. O Galo perdeu por 2 a 1, e a direção alvinegra, liderada por Carlos Alberto Naves, desistiu de contratá-lo em definitivo.

Apesar da breve passagem, ele demonstrou visão de futuro. Ao Diário da Tarde, previu que o clube seria “o melhor do Brasil em até quatro anos”, algo que se confirmou em 1971, com o título brasileiro do Atlético.

Longe de Minas Gerais, a carreira de Saporiti tomou outro rumo. Em 1975, iniciou trajetória como treinador, comandando equipes tradicionais da Argentina, como Talleres, Rosario Central, Argentinos Juniors e Boca Juniors, além de trabalhos no México. Foi ele quem levou o Argentinos Juniors ao primeiro título nacional, em 1984.

O grande ápice, porém, veio como integrante da comissão de César Luis Menotti. Graças ao conhecimento do futebol europeu, Saporiti foi convidado a ser auxiliar da seleção argentina na Copa do Mundo de 1978. No torneio, nomes como Ubaldo Fillol, Daniel Passarella e Mario Kempes brilharam, e a Albiceleste conquistou seu primeiro troféu ao derrotar a Holanda por 3 a 1 na prorrogação, em Buenos Aires.

Saporiti manteve-se à beira dos gramados até 2014, encerrando quase quatro décadas de serviços prestados ao futebol. Sua curiosa estatística permanece: um único jogo pelo Atlético, nenhuma finalização, mas o feito de ter sido campeão mundial – algo que poucos atletas ou técnicos ligados ao clube mineiro alcançaram.

A trajetória do argentino ilustra como o futebol é capaz de oferecer reviravoltas inesperadas: de um teste frustrado no Mineirão ao topo do mundo com a camisa da Argentina.

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Crédito da imagem: Arquivo EM

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