Desmatamento irregular no Sul de Minas: R$1 mi em multas
Desmatamento irregular no Sul de Minas motivou, entre 25 e 29 de maio, a Operação Ordinária Recursos Florestais, conduzida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). A força-tarefa fiscalizou 21 imóveis rurais em 12 municípios e constatou supressão ilegal de vegetação nativa em cerca de 40 hectares.
Fiscalização identifica 40 ha devastados
Equipes da Unidade Regional de Fiscalização do Sul de Minas (Urfis SM) percorreram propriedades em Jacuí, São Sebastião do Paraíso, São Pedro da União, Juruaia, Muzambinho, Cabo Verde, Bom Jesus da Penha, Passos, Alpinópolis, Alterosa, Alfenas e Campos Gerais. Os fiscais detectaram cortes em formações de Floresta Estacional Semidecidual da Mata Atlântica e em fitofisionomias típicas do Cerrado, destinados à expansão de áreas agrossilvipastoris.
Segundo os coordenadores Elias Venâncio Chagas e Pedro Gustavo Ulisses Frederico, houve indícios de uso de fogo para eliminar resíduos florestais, além de sinais de transporte clandestino de madeira e lenha, sugerindo obtenção de vantagem econômica.
Multas e medidas administrativas
Com base nas infrações registradas, a Semad calcula multas que somam aproximadamente R$ 1,063 milhão. As áreas foram embargadas e as atividades, suspensas. Os autos de infração serão encaminhados ao Ministério Público de Minas Gerais, que poderá apurar possíveis crimes ambientais nas esferas civil e criminal.
Tecnologia reduz tempo de resposta
A operação utilizou alertas gerados pelas plataformas MapBiomas, Brasil Mais, Deter/Inpe e Plataforma Harpia. A combinação de imagens de satélite e inteligência geoespacial permite identificar desmatamentos quase em tempo real, reduzindo a janela entre o delito e a ação fiscalizadora. De acordo com estudos do Ibama, essa agilidade aumenta as chances de recuperação das áreas degradadas e preserva recursos hídricos vitais.

Imagem: Internet
Proteção dos recursos hídricos e metas de 2026
A Semad reforça que manter a cobertura vegetal é essencial para recarga de aquíferos, regulação de cursos d’água e prevenção de eventos extremos, como secas e enchentes. A pasta informa que operações semelhantes seguirão ao longo de todo o ano de 2026, alinhadas às metas institucionais de combate ao desmatamento irregular.
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Crédito da imagem: Semad / Divulgação















