Estreito de Ormuz: 35 navios cruzam sob proteção iraniana
Estreito de Ormuz: 35 navios cruzam sob proteção iraniana foi o balanço divulgado nesta sexta-feira (22) pela Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, que afirma ter coordenado e garantido a segurança do tráfego comercial na principal passagem marítima de petróleo do planeta.
Estreito de Ormuz: 35 navios cruzam sob proteção iraniana
Segundo o comunicado oficial, a lista inclui petroleiros, porta-contêineres e outras embarcações autorizadas a atravessar o estreito nas últimas 24 horas. A corporação reforçou que mantém “uma rota segura” mesmo após o que classifica como “agressões do exército terrorista dos EUA” na região.
O Estreito de Ormuz responde por cerca de um quinto do petróleo consumido mundialmente, lembram analistas da Agência Internacional de Energia. Qualquer alteração no fluxo afeta diretamente os preços globais e intensifica as tensões geopolíticas no Golfo Pérsico.
Na véspera, números divergentes circularam na imprensa local: primeiro, a Guarda Revolucionária mencionou 26 embarcações; horas depois, veículos estatais falaram em 31 navios. O relatório de hoje não esclarece se os dados refletem atualização do mesmo período ou outro intervalo.
As movimentações ocorrem paralelamente a negociações indiretas entre Irã e Estados Unidos, mediadas pelo Paquistão, em busca de um acordo de cessar-fogo e da redução de tensões. Pontos críticos das conversas são justamente a administração do estreito e o programa nuclear iraniano.
Países vizinhos — Bahrein, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos — rejeitaram publicamente qualquer autoridade exclusiva de Teerã sobre a passagem e recomendaram que armadores evitem rotas definidas pelo Irã. A nota coletiva sublinha a necessidade de “liberdade de navegação internacional” na área.

Imagem: Estadão Cteúdo
No cenário diplomático, especialistas veem na contagem de navios divulgada por Teerã uma forma de demonstrar capacidade operacional e ganhar fôlego nas tratativas. Enquanto isso, operadores de energia monitoram cada atualização, temendo possíveis interrupções no fornecimento global.
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Crédito da imagem: Jacques Descloitres/ Wikimedia Commons















