Bloqueio de despesas cresce e atingirá ministérios
Bloqueio de despesas do governo federal será ampliado nesta sexta-feira (22), segundo informou o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O valor atualmente retido, de R$ 1,6 bilhão, ganhará novo acréscimo no relatório bimestral de receitas e despesas que será publicado amanhã.
Fazenda descarta contingenciamento, mas reforça cortes
Durigan explicou que o aumento do bloqueio não configura contingenciamento porque a arrecadação permanece “em linha” com o previsto no Orçamento. O ajuste, disse ele, decorre do crescimento de gastos obrigatórios que exigem espaço extra nos cofres públicos.
“Já fizemos um bloqueio de R$ 1,6 bi no primeiro bimestre e vamos elevar esse montante. É o governo cortando na própria carne”, afirmou o ministro após evento em Brasília. Ele acrescentou que o Executivo pretende manter a despesa anual abaixo do ritmo de expansão das receitas para gerar superávits primários.
Durigan voltou a criticar o nível dos juros básicos: “Os juros no Brasil não são civilizados; incomoda ver a dívida sendo rolada nesses patamares.” Ainda assim, avaliou que a equipe econômica trilha o “caminho correto”, embora reconheça a necessidade de controlar benefícios obrigatórios para abrir espaço a investimentos.
O ministro também comentou exceções ao novo arcabouço fiscal aprovadas pelo Congresso “à revelia da Fazenda”. Segundo ele, tratou-se de acordos políticos que elevaram despesas, reforçando a urgência de conter o avanço do gasto obrigatório.
Análises preliminares indicam que o bloqueio adicional deve atingir pastas com menor execução de investimentos, poupando áreas essenciais. A expectativa é que o detalhamento dos ajustes seja divulgado junto ao relatório oficial. Para entender como decisões semelhantes afetaram o Orçamento em anos anteriores, consulte o histórico publicado pela Agência Brasil.

Imagem: Estadão Cteúdo
Ao final, Durigan reiterou que o governo trabalha por uma regra de despesa “mais rígida” que a de arrecadação, condição que, segundo ele, pavimentará a queda sustentável da dívida pública.
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Crédito da imagem: Paulo Pinto/Agência Brasil















