Braskem lidera ganhos do Ibovespa; Cosan despenca
Braskem lidera ganhos do Ibovespa; Cosan despenca na semana em que o principal índice da B3 enfileirou a quinta queda consecutiva, pressionado por tensões no Oriente Médio e ruído político doméstico.
Braskem lidera ganhos do Ibovespa; Cosan despenca
O Ibovespa recuou 3,71% e encerrou a sexta-feira aos 177.283,83 pontos. Já o dólar à vista subiu 3,55% na semana, cotado a R$ 5,0678, refletindo a aversão ao risco.
No lado positivo, Braskem (BRKM5) avançou 35,82% após divulgar lucro líquido de R$ 1,446 bilhão no 1T26, alta de 107% ano a ano. Embora a receita líquida tenha caído 20%, para R$ 15,49 bilhões, o mercado destacou o Ebitda de R$ 1,0 bilhão e a expectativa de melhora de spreads petroquímicos no 2T26, segundo relatório do BTG Pactual.
Outras altas relevantes incluíram PRIO3 (+8,74%), Minerva (BEEF3) (+7,32%), Brava Energia (BRAV3) (+6,56%) e Hapvida (HAPV3) (+5,42%).
Na ponta oposta, Cosan (CSAN3) liderou as perdas, cedendo 14,20% após reportar prejuízo líquido de R$ 1,58 bilhão, apesar do Ebitda ajustado ter avançado 60%, para R$ 3,34 bilhões. Analistas do Banco Safra veem sinais de recuperação, mas o resultado ainda pesou sobre o papel.
A lista de maiores quedas contou ainda com Localiza (RENT3) (-13,83%), Yduqs (YDUQ3) (-12,77%), Rumo (RAIL3) (-11,58%) e Totvs (TOTS3) (-11,56%).
No cenário macro, investidores monitoraram o impasse geopolítico. A tentativa de mediação dos EUA na China não trouxe progresso para um cessar-fogo no Oriente Médio, mantendo o Brent perto de US$ 110 e alimentando receios inflacionários. Como mostra a Reuters, a possibilidade de juros mais altos nos EUA voltou ao radar após dados de inflação acima do esperado.

Imagem: Liliane de Lima
No Brasil, o vazamento de áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro elevou a incerteza eleitoral às vésperas das convenções partidárias, ofuscando o anúncio de subvenção à gasolina pelo governo.
Com cinco semanas de perdas, o Ibovespa acumula queda superior a 6% em 2026. A próxima rodada de pesquisas eleitorais e os desdobramentos dos conflitos externos seguem no foco dos investidores.
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Crédito da imagem: REUTERS/Amanda Perobelli















