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Meningites: oficina capacita 95 profissionais em Uberaba

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Meningites: oficina capacita 95 profissionais em Uberaba

Meningites: oficina capacita 95 profissionais em Uberaba abre espaço para atualização clínica, laboratorial e de vigilância a especialistas de 27 municípios do Triângulo do Sul.

Meningites: oficina capacita 95 profissionais em Uberaba

Realizada nos dias 13 e 14 de maio, a Oficina Integrada em Manejo Clínico, Diagnóstico Laboratorial, Imunização e Vigilância das Meningites e Doenças Invasivas Associadas reuniu 95 médicos, enfermeiros, laboratoristas e técnicos de vigilância no auditório da Companhia Operacional de Desenvolvimento, Saneamento e Ações Urbanas (Codau), em Uberaba. O treinamento foi promovido pela Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Uberaba e envolveu representantes dos 27 municípios que compõem a macrorregião do Triângulo do Sul.

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A programação contou com exposições de Mariana Sanches de Mello, consultora técnica da Coordenação de Vigilância das Doenças Transmissíveis Agudas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), além de docentes da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e especialistas da própria SRS. Ao longo de dois dias, os participantes aprofundaram-se em temas como fluxo laboratorial, coleta de amostras, interpretação de resultados, protocolos assistenciais e investigação epidemiológica.

Segundo Denise Maciel, coordenadora de Vigilância Epidemiológica da SRS Uberaba, a oficina surgiu de demandas identificadas no cenário regional e busca “qualificar a resposta assistencial necessária para o atendimento da população”. Para Thaís Barbosa, referência técnica em meningites da SRS, a sazonalidade atual favorece o surgimento de quadros meningocócicos e pneumocócicos, reforçando a importância de equipes preparadas e da vacinação disponível no Sistema Único de Saúde.

O infectologista Rodrigo Juliano Molina, do Hospital de Clínicas da UFTM, lembrou que as meningites bacterianas ainda possuem alta morbimortalidade. Ele ressaltou que, mesmo em locais com recursos limitados, a aplicação de protocolos adequados garante que pacientes sejam encaminhados às unidades de referência já estabilizados. Matérias do Ministério da Saúde corroboram a necessidade de ações contínuas de capacitação para reduzir óbitos e sequelas.

Com a troca de experiências, estudos de caso e simulações práticas, a oficina reforçou a integração entre assistência, laboratório e vigilância, alinhando condutas para diagnóstico precoce, quimioprofilaxia e imunização.

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Crédito da imagem: Sara Braga

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