Petrobras PETR4 lidera alta de petroleiras no Ibovespa
Petrobras PETR4 lidera alta de petroleiras no Ibovespa. As ações do setor avançam nesta sexta-feira (15) impulsionadas pela valorização superior a 1% do Brent, em meio às tensões entre Estados Unidos e Irã e ao resultado frustrante da viagem do presidente Donald Trump à China.
Petrobras PETR4 lidera alta de petroleiras no Ibovespa
Por volta das 12h20, horário de Brasília, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4) subiam 0,82%, cotadas a R$ 45,37, respondendo por mais de 29,5 mil negócios e um giro financeiro de R$ 789,7 milhões. Os papéis ordinários PETR3 avançavam 1,44%, negociados a R$ 50,09.
A Brava Energia (BRAV3) registrava o melhor desempenho do índice, com alta de 2,36%, a R$ 18,62. Já PetroReconcavo (RECV3) ganhava 0,83%, a R$ 12,13, enquanto a Prio (PRIO3) tinha leve elevação de 0,25%, a R$ 67,46. Especialistas lembram que a Prio, com 100% da produção em óleo e menor nível de hedge, é a mais sensível às oscilações internacionais de preço.
O movimento positivo acompanha a escalada do petróleo no exterior. O contrato de julho do Brent subia mais de 3% e era negociado próximo de US$ 110 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Segundo o estrategista Francesco Pesole, do ING, a combinação de impasse diplomático no Golfo e dados econômicos fortes nos Estados Unidos aumenta a expectativa de alta de juros pelo Federal Reserve, cenário que tradicionalmente eleva a procura pela commodity.
A tensão ganhou força após Trump declarar, em entrevista à Fox News, que os EUA “não precisam” da reabertura do Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de um quinto do consumo global de petróleo. A afirmação ocorreu pouco depois do encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, que não produziu avanços concretos para aliviar o bloqueio iraniano. Analistas avaliam que a posição de Washington reforça o risco de restrição de oferta no Oriente Médio, sustentando os preços globais.

Imagem: Liliane de Lima
Enquanto isso, a liquidez na B3 é afetada pelo vencimento de opções, o que amplia a volatilidade. Mesmo com o clima de aversão a risco, o segmento de petróleo permanece como porto seguro para investidores que buscam proteção contra choques geopolíticos e inflação.
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Crédito da imagem: REUTERS/Sergio Moraes















