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Motociclistas acidentados são 70% dos casos no HJXXIII

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Motociclistas acidentados são 70% dos casos no HJXXIII

Motociclistas acidentados são 70% dos casos no HJXXIII. O dado, registrado até 23 de abril, revela 2.382 atendimentos de condutores de motos entre as 3.431 vítimas de acidentes de trânsito tratadas no Hospital João XXIII (HJXXIII), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

Motociclistas acidentados são 70% dos casos no HJXXIII

A estatística reforça o tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, escolhido para a campanha Maio Amarelo de 2024. O foco recai sobre os motociclistas, que ampliam sua participação nos deslocamentos urbanos e, consequentemente, nas ocorrências de ferimentos graves.

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Segundo Rodrigo Muzzi, diretor de urgência do Complexo Hospitalar de Urgência, o perfil das vítimas permanece estável: homens de 19 a 39 anos, em plena idade produtiva, que utilizam a moto como ferramenta de trabalho, principalmente para entregas rápidas nas grandes cidades.

O especialista alerta que muitos acidentes acontecem quando os pilotos trafegam pelos chamados “corredores” entre carros, tornando-se pontos cegos para motoristas, sobretudo de ônibus. A pressa para cumprir prazos motiva manobras arriscadas, contribuindo para que haja três vezes mais colisões envolvendo motos do que carros.

O ortopedista Alexandre Maru destaca outro recorte preocupante: em 2025, o HJXXIII atendeu 595 motociclistas entre 11 e 19 anos; somente até abril de 2026 já são 214 casos. Ele atribui o aumento ao uso de veículos de duas rodas que dispensam habilitação e à falsa sensação de invulnerabilidade gerada pela repetição de comportamentos imprudentes.

A gravidade das lesões depende da velocidade, do uso correto de equipamentos de segurança e da forma como o piloto é projetado ao solo. Fraturas em membros inferiores e superiores, traumas cranianos e torácicos são comuns. “Alguns pacientes se recuperam completamente, outros ficam com sequelas neurológicas permanentes”, resume Muzzi.

Histórias como a do gerente de comércio Davi Pereira, 31 anos, ilustram o impacto de um segundo de distração. Após colidir com uma mureta, ele passou por quatro cirurgias e perdeu o nascimento do filho Oliver enquanto estava internado. “O trânsito não é brincadeira; uma pequena falha muda tudo”, afirma.

Dados sobre segurança viária podem ser consultados no Observatório Nacional de Segurança Viária, que reúne análises atualizadas de acidentes em todo o país.

Para continuar informado sobre mobilidade e prevenção, visite nossa editoria Brasil e acompanhe as próximas atualizações.

Crédito da imagem: Fábio Marchetto / SES

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