Home / ECONOMIA / Cartas de Pokémon viram alvo de crimes milionários

Cartas de Pokémon viram alvo de crimes milionários

Advertisements
Advertisements

Cartas de Pokémon viram alvo de crimes milionários

Cartas de Pokémon viram alvo de crimes milionários após uma valorização superior a 3.800% desde 2004, transformando o hobby infantil em mercado de alto valor e, consequentemente, em foco de assaltos armados nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Cartas de Pokémon viram alvo de crimes milionários

A escalada de preços foi apontada pelo Wall Street Journal, que calcula ganho de 3.821% para os cards, contra 483% do S&P 500 e 420% do Ibovespa no mesmo intervalo. O caso mais midiático ocorreu em fevereiro, quando o influenciador Logan Paul vendeu um exemplar da Pikachu Illustrator, de 1998, por US$ 5,3 milhões, embolsando lucro de US$ 8 milhões em relação ao valor pago anteriormente.

Advertisements
Advertisements

Com cifras tão elevadas, a criminalidade se organizou. Em janeiro, três homens armados invadiram a loja Poké Court, em Manhattan, e levaram cerca de US$ 100 mil em produtos. Dias depois, um colecionador foi rendido no estacionamento da RWT Collective, em Los Angeles, perdendo cards avaliados em US$ 300 mil.

Os furtos não pararam aí. Em 2025, a 1st Edition Collectibles, também em Manhattan, foi saqueada: prejuízo estimado em US$ 115 mil. Já no condado inglês de Nottinghamshire, quatro arrombamentos a lojas especializadas ocorreram em sequência; em um deles, ladrões derrubaram uma parede de tijolos para ganhar acesso rápido às prateleiras mais valiosas.

Especialistas explicam que os cards atraem criminosos porque são fáceis de revender e quase impossíveis de rastrear, diferentemente de joias ou obras de arte, que costumam possuir cadastros oficiais. A autenticação, realizada pela Professional Sports Authenticator (PSA) em escala de 0 a 10, ajuda a fixar preços — um grau 10, chamado “Gem Mint”, chega a multiplicar o valor —, mas não impede que o encapsulamento seja violado para vendas clandestinas.

Para Jonathan Clegg, analista consultado pelo Wall Street Journal, a combinação de liquidez, anonimato e nostalgia sustenta tanto investidores legítimos quanto o mercado paralelo que avança pelo mundo.

Enquanto isso, lojas reforçam seguros e segurança física, e colecionadores passam a esconder coleções ou recorrer a cofres privados. A tendência, dizem especialistas, é que a disputa entre valorização e risco se intensifique conforme novas vendas milionárias forem registradas.

Quer acompanhar outros casos de crimes econômicos? Acesse nossa editoria de Brasil e fique por dentro.

Crédito da imagem: Gerada por IA

Advertisements
Advertisements