Trump ameaça empresas que pedirem reembolso de tarifas
Reembolso de tarifas volta ao centro do debate após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que “se lembrará” das companhias que solicitarem devolução dos valores considerados ilegais pela Suprema Corte.
Pressão sobre gigantes como Apple e Amazon
No segundo dia de funcionamento do novo portal eletrônico da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), Trump disse à CNBC estar satisfeito em ver que Apple, Amazon e outras grandes empresas ainda não ingressaram com os pedidos de reembolso. “É brilhante se elas não fizerem isso. Eu me lembrarei delas”, afirmou o republicano durante entrevista ao vivo.
Ao longo da conversa, o presidente rotulou as empresas que buscam o reembolso como “inimigas”, sugerindo que a restituição de até US$ 166 bilhões beneficiaria quem “odiou os Estados Unidos”. Sem citar nomes ou países de origem dos produtos importados, Trump reiterou que o pagamento das tarifas é um “ato patriótico”.
Decisão judicial e criação do sistema Cape
A Suprema Corte derrubou, em fevereiro, as tarifas globais impostas por Trump com base em uma lei de 1977. A decisão levou o juiz Richard Eaton, do Tribunal de Comércio Internacional, a ordenar que a CBP implementasse o sistema Cape para processar os reembolsos. Lançada na segunda-feira, a plataforma opera, segundo advogados, “sem grandes falhas”.
Nesta terça-feira, entretanto, Eaton emitiu suspensão temporária e exigiu relatório de progresso da agência até 28 de abril. Apesar da pausa, especialistas como Matthew Seligman, da Grayhawk Law, avaliam que o cronograma de restituição — previsto para 60 a 90 dias após cada solicitação — não deve ser afetado.
Empresas divididas sobre o litígio
Enquanto Costco, FedEx e Mondelez processaram o governo para garantir prioridade na restituição, gigantes do varejo como Walmart e Amazon optaram por não abrir ações, movimento visto por analistas como tentativa de evitar retaliações políticas. Trump, por sua vez, sinalizou que pretende criar novas tarifas, baseadas na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que podem gerar ainda mais receita, embora dependam de investigações e consultas públicas até julho.

Imagem: Reuters
Para mais detalhes sobre o posicionamento de Trump e os impactos comerciais, consulte a cobertura da agência Reuters, referência internacional em informações econômicas.
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Crédito da imagem: REUTERS/Carlos Barria















