Vale VALE3: produção forte no 1T26 anima mercado
Vale VALE3 surpreendeu analistas ao divulgar um relatório de produção do 1T26 com volumes recordes para um primeiro trimestre, melhora nos preços realizados e avanço expressivo em metais básicos, reforçando a percepção de execução consistente mesmo no período chuvoso.
Vale VALE3: produção forte no 1T26 anima mercado
No minério de ferro, a mineradora reportou 69,7 milhões de toneladas produzidas, alta de 3% em relação ao mesmo intervalo de 2025. As vendas alcançaram 68,7 milhões de toneladas, aumento anual de 4%, com preço médio de US$ 95,8 por tonelada e prêmio de qualidade avançando para US$ 6,2.
Os resultados foram puxados sobretudo pelos desempenhos de S11D e Brucutu, além do ramp-up do projeto Capanema. Mesmo com paralisações pontuais em Omã decorrentes de questões geopolíticas, a companhia manteve o guidance de produção para 2026.
O BB Investimentos avalia que o trimestre reforça a previsibilidade operacional da Vale, que entregou os maiores volumes para um primeiro trimestre em anos. Já o Itaú BBA classificou o desempenho como “levemente positivo”, destacando a combinação de volumes resilientes e preços melhores.
Para o Reuters, o período sazonalmente fraco não impediu que a Vale mantivesse produção forte, algo visto pela equipe do BTG Pactual como sinal de disciplina operacional desde 2018.
Além do minério, analistas chamam atenção para o braço de metais básicos. A produção de cobre saltou 13% ano a ano, para 102,3 mil toneladas, enquanto o níquel cresceu 12%, para 49,3 mil toneladas. Os preços médios avançaram para cerca de US$ 13,1 mil (cobre) e US$ 17.015 (níquel) por tonelada, impulsionando a rentabilidade.

Imagem: Vitor Azevedo
Itaú BBA e BTG Pactual concordam que cobre e níquel devem ganhar peso no resultado consolidado, funcionando como vetor de diversificação e crescimento. No geral, as casas mantiveram recomendações: BB Investimentos segue neutro com preço-alvo de R$ 89; Itaú BBA, outperform a R$ 101; e BTG Pactual, compra, citando potencial de reprecificação e dividendos atraentes.
Com ganhos de eficiência, captura de preços e avanço em projetos, a Vale encerra o 1T26 apontando para entregas robustas ao longo do ano, ainda que sem grandes surpresas, segundo o consenso de mercado.
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Crédito da imagem: Money Times















