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Gripe em Minas Gerais: casos sobem antes do previsto

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Gripe em Minas Gerais: casos sobem antes do previsto

Gripe em Minas Gerais: casos sobem antes do previsto marca o alerta emitido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) após a detecção de um crescimento acelerado da Influenza A entre as semanas epidemiológicas 13 e 15 de 2026, quatro a seis semanas mais cedo que em 2025.

Gripe em Minas Gerais: casos sobem antes do previsto

Dados do Serviço de Virologia e Riquetsioses da Fundação Ezequiel Dias (Funed) mostram que o índice de positividade da gripe já roça os 20% nesta fase inicial da temporada, patamar que só foi alcançado em maio do ano passado. A antecipação preocupa porque coincide com o avanço do vírus sincicial respiratório (VSR), ampliando o risco de coinfecção e de pressão sobre a rede assistencial.

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Em resposta, municípios como Belo Horizonte e Contagem decretaram situação de emergência. No Hospital João Paulo II, referência pediátrica, os atendimentos cresceram 65% em abril. “Quando Influenza e VSR circulam juntos, a procura por consultas e internações sobe de forma expressiva, sobretudo entre crianças e idosos”, explica André Felipe Leal Bernardes, referência técnica em vírus respiratórios da Funed.

A SES-MG reforça que a vacina anual continua sendo a principal barreira contra casos graves de gripe. A aplicação está disponível em postos de vacinação de todo o estado. Para além da imunização, o órgão destaca cuidados simples: higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel, cobrir nariz e boca com o antebraço ao tossir ou espirrar, evitar aglomerações e permanecer em casa ao sinal de sintomas gripais.

Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação pode reduzir em até 45% as internações por Influenza A e em 75% a mortalidade em idosos (fonte oficial). Especialistas recomendam atenção redobrada às crianças menores de cinco anos, grupo mais suscetível a complicações do VSR.

Para a população em geral, a orientação é manter a etiqueta respiratória, evitar cumprimentos com contato físico durante surtos e não tocar olhos, nariz e boca sem higienização prévia. Em caso de agravamento dos sintomas — febre alta persistente, falta de ar ou desidratação — é fundamental procurar assistência médica.

O monitoramento laboratorial seguirá semanal e subsidiará novas ações da SES-MG, que não descarta ampliar leitos pediátricos se a curva de crescimento se mantiver nas próximas semanas.

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Crédito da imagem: Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais

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