Café sustentável de Minas ganha mercado internacional
Café sustentável de Minas ganha mercado internacional ao atrair recursos do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e abrir portas nos mercados europeu e norte-americano. No Dia Mundial do Café, celebrado em 14 de abril, produtores do Alto Paranaíba comemoram os resultados obtidos com técnicas regenerativas e linhas de crédito voltadas ao agronegócio verde.
Café sustentável de Minas ganha mercado internacional
Há quatro décadas, o produtor Lázaro Ribeiro de Oliveira iniciou o plantio de café em Patrocínio e, recentemente, adotou cobertura de solo, uso intensivo de matéria orgânica e defensivos biológicos. As práticas garantiram certificações internacionais e valor agregado ao grão, exportado para dois continentes.
Os investimentos na Fazenda Congonhas Estate Coffee foram possíveis graças ao financiamento do BDMG. Somente nos últimos cinco anos, mais de R$ 1,6 bilhão foram liberados pela linha Funcafé, exclusiva para a cafeicultura. O banco ainda oferece o programa LabAgrominas, que incentiva a transição para a agricultura regenerativa em parceria com cooperativas de crédito.
Segundo o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, Minas Gerais, líder nacional na produção do grão, pretende ampliar os financiamentos para tornar a cadeia ainda mais sustentável e competitiva. “Os cafeicultores mineiros já são referência e, ao adotar essas técnicas, elevam ainda mais o padrão de qualidade”, afirma.
Na Congonhas Estate Coffee, administrada por Lázaro e pelo filho Gustavo Oliveira, o solo mais úmido e profundo se reflete em produtividade média de 45 sacas por hectare. Resíduos do processamento são transformados em composto orgânico, devolvido à lavoura. Entre as variedades cultivadas, o bourbon amarelo segue como a mais requisitada pelos buyers internacionais.
Outro exemplo vem da Bom Jardim Estate Coffee, também em Patrocínio. Com 300 hectares irrigados e colheita mecanizada, a fazenda utilizou o crédito para adquirir adubo organomineral, defensivos biológicos e plantas de cobertura. O CEO Mário Rebehy destaca que o manejo sustentável é um “working in progress” e já garante colheita de 50 sacas por hectare, totalmente destinada ao exterior. A propriedade integra a Rota do Café e recebe visitantes brasileiros e estrangeiros interessados no modelo de produção.

Imagem: Internet
De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a adoção de práticas regenerativas contribui para mitigar mudanças climáticas, reforçando a competitividade do setor cafeeiro brasileiro.
Para saber mais sobre iniciativas que fortalecem o agronegócio mineiro, visite nossa editoria Brasil e acompanhe as próximas reportagens.
Crédito da imagem: Bom Jardim Estate Coffee / Divulgação















