Estreito de Ormuz deve reabrir em breve, diz Trump
Estreito de Ormuz deve reabrir em breve, diz Trump foi a promessa feita pelo presidente dos Estados Unidos nesta sexta-feira (10), ao conversar com repórteres no Air Force One. O republicano admitiu que o processo “não será fácil”, mas garantiu que o tráfego na rota estratégica de energia voltará a fluir dentro de pouco tempo.
Estreito de Ormuz deve reabrir em breve, diz Trump
Segundo Donald Trump, “outros países” ofereceram auxílio para remover o bloqueio imposto pelo Irã no início da guerra contra Teerã, embora nenhum nome tenha sido revelado. “Eles ajudarão”, afirmou o presidente, que vem cobrando de aliados da Otan um compromisso concreto para proteger a passagem.
O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito. O bloqueio provocou a maior interrupção de fornecimento de energia já registrada, elevando os preços do barril e pressionando mercados em todo o mundo. De acordo com a Energy Information Administration dos EUA, qualquer restrição prolongada na região impacta imediatamente cotações e cadeias de suprimento.
A tensão escalou após os ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel ao Irã em 28 de fevereiro. Teerã respondeu com ofensivas contra alvos israelenses e bases norte-americanas no Golfo Pérsico, gerando milhares de mortes e milhões de deslocados. Na terça-feira, Trump anunciou um cessar-fogo frágil, mas o tráfego marítimo permanece paralisado.
Ontem, a Reuters revelou que o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, comunicou a capitais europeias que Washington espera definições “em questão de dias” para apoio militar ao corredor marítimo. Trump demonstrou irritação com a falta de participação dos parceiros, mas reiterou nesta sexta que confia em uma solução rápida.
Com a principal via de escoamento de petróleo bloqueada, investidores acompanham cada sinal de progresso. A confirmação de uma data para a reabertura pode aliviar pressões sobre inflação e custos de energia, além de amenizar a volatilidade nos mercados financeiros.

Imagem: Reuters
No momento, embarcações permanecem ancoradas enquanto militares avaliam minas navais e a presença de mísseis costeiros iranianos. Especialistas alertam que a remoção completa das ameaças exigirá operações conjuntas de dragagem, patrulha aérea e escolta de navios-tanque.
Continue acompanhando os desdobramentos sobre segurança marítima e geopolítica na editoria de Brasil do Minas Informa.
Crédito da imagem: Nathan Howard/Reuters















