Satoshi Nakamoto: novo suspeito é criptógrafo britânico
Satoshi Nakamoto: depois de um ano de apuração, o The New York Times apontou Adam Back, criptógrafo britânico de 55 anos e CEO da Blockstream, como provável criador do bitcoin (BTC).
Satoshi Nakamoto: novo suspeito é criptógrafo britânico
Assinada pelo jornalista Pulitzer John Carreyrou, a reportagem analisa escritos, vícios de linguagem e a trajetória de Back, figura histórica do movimento cypherpunk. Em 1997, o pesquisador descreveu princípios que mais tarde apareceriam no white paper do bitcoin, como um sistema de dinheiro eletrônico escasso, operando em rede e sem bancos.
Outro ponto decisivo foi o Hashcash, protocolo criado por Back e citado por Satoshi Nakamoto em 2008 como base do mecanismo de prova de trabalho. Para Carreyrou, a combinação de antecedentes técnicos e estilo de escrita reforça a hipótese.
Minutos após a publicação, Adam Back usou as redes sociais para negar a tese: “Não sou Satoshi. Essa teoria ignora fatos básicos e revela viés de confirmação”. A postura repete o comportamento de outros nomes que já estiveram sob o mesmo holofote.
Desde 2009, pelo menos dez pessoas ou grupos foram acusados de serem Satoshi Nakamoto. A lista inclui Hal Finney, Nick Szabo, Dorian Nakamoto, Craig Wright, Gavin Andresen, Len Sassaman, Wei Dai, Paul Le Roux e até uma possível autoria coletiva de cypherpunks. Nenhuma investigação apresentou prova definitiva.
A curiosidade sobre quem inventou o bitcoin também se alimenta da fortuna atribuída ao pseudônimo. Estudos de blockchain indicam que Satoshi controla cerca de 1,1 milhão de BTC, distribuídos por 22 mil endereços e minerados entre 2009 e 2010. Ao câmbio atual, o montante equivale a aproximadamente R$ 400 bilhões — valor que jamais foi movimentado.

Imagem: Ricardo Gozzi
Sem confirmação oficial, o mistério persiste e, a cada novo capítulo, mantém viva a obsessão da comunidade cripto por descobrir a verdadeira identidade de Satoshi Nakamoto.
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Crédito da imagem: OpenSea/rekodi















