Banco Central pode subir juros com inflação em alta
Banco Central pode subir juros com inflação em alta é a avaliação da MB Associados diante da combinação entre o conflito no Oriente Médio e o encarecimento dos combustíveis, fatores que devem manter a inflação acima do previsto em 2026.
Guerra prolongada pressiona preços globais de energia
O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, afirmou que a continuidade da guerra envolvendo o Irã sustenta os preços internacionais do petróleo. Na sua leitura, o país tem incentivo econômico para prolongar o confronto, pois a alta da commodity eleva sua receita com exportações.
Esse quadro já gera reflexos internos: diesel, gasolina e querosene de aviação encareceram, sinalizando repasses maiores ao consumidor nos próximos meses. Vale projeta impacto direto sobre a inflação de serviços, especialmente no transporte aéreo a partir de abril.
Repasse parcial pode não conter combustíveis
A subvenção anunciada pelo governo para limitar reajustes da Petrobras é considerada insuficiente pelo economista. Caso a petroleira promova repasses adicionais, a pressão sobre o IPCA tende a crescer, alterando as expectativas para 2026 e 2027.
De acordo com Vale, um cenário de inflação mais forte em março e abril pode fazer o Banco Central interromper o atual ciclo de corte da Selic — ou até retomar altas, dependendo da evolução do conflito.
Pressão inflacionária é global
Além do Brasil, Europa e Estados Unidos também sentem o choque dos preços de energia. A tendência amplia a possibilidade de revisão da política monetária em várias economias avançadas, reforça Vale.

Imagem: Equipe Mey Times
“Dependemos do encaminhamento da guerra, que hoje não mostra sinais de fim próximo”, resumiu o especialista.
No curto prazo, a MB Associados monitora a curva de expectativas para calibrar novos cenários, mas já antecipa risco elevado de inflação acima da meta e, consequentemente, de juros básicos mais altos.
Quer entender outros fatores que podem influenciar a Selic? Leia também nossa cobertura em Brasil e acompanhe as próximas atualizações.
Crédito da imagem: REUTERS/Ueslei Marcelino














