Home / ECONOMIA / MPs de Lula têm menor aprovação no Congresso desde 2001

MPs de Lula têm menor aprovação no Congresso desde 2001

Advertisements
Advertisements

MPs de Lula têm menor aprovação no Congresso desde 2001

MPs de Lula têm menor aprovação no Congresso desde a Emenda Constitucional 32: apenas 23% das 192 medidas provisórias editadas no terceiro mandato viraram lei, segundo levantamento do Ranking dos Políticos.

77% das medidas caducaram ou foram rejeitadas

De janeiro de 2023 a março de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou 192 medidas provisórias (MPs) ao Legislativo. Até o fechamento do estudo, 166 já tinham destino definido: 38 foram convertidas em lei e 128 – o equivalente a 77% – perderam validade ou foram formalmente rejeitadas. Em 26 casos, o Congresso simplesmente deixou o prazo constitucional de 120 dias expirar, estratégia descrita pelos autores como “veto silencioso”.

Advertisements
Advertisements

Queda contrasta com governos anteriores

O índice atual rompe uma trajetória de declínio que começou após o pico de 90,4% de aprovação registrado no primeiro governo Lula (2003-2006). No segundo mandato do petista, o percentual caiu para 83,2%; com Dilma Rousseff recuou para 74,4% e 78%; Michel Temer alcançou 75% e Jair Bolsonaro, 68,3%. Já no período FHC pós-EC 32, a taxa era de 82,3%.

Fatores que explicam a mudança

O estudo aponta duas causas principais para a crescente resistência do Parlamento: o fortalecimento orçamentário de deputados e senadores, impulsionado pelas emendas impositivas, e a polarização pós-2014, que fragmentou as coalizões de governo. Além disso, a partir do segundo mandato de Lula, o Planalto passou a recorrer com mais frequência a projetos de lei e propostas de emenda constitucional, diminuindo o protagonismo das MPs.

Para compreender como o processo legislativo de medidas provisórias funciona, o leitor pode consultar reportagem detalhada da Agência Senado, fonte de alta autoridade no tema.

No cenário atual, conclui o levantamento, a eficácia de cada governo depende de costurar consensos prévios com o Congresso, pois a MP deixou de ser instrumento de força unilateral do Executivo e virou termômetro da articulação política.

Quer acompanhar a evolução das relações entre Executivo e Legislativo? Visite nossa editoria BRASIL e continue informado.

Crédito da imagem: Agência Senado/Jefferson Rudy

Advertisements
Advertisements