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Câncer do colo do útero: Minas reforça prevenção e cuidado

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Câncer do colo do útero: Minas reforça prevenção e cuidado

Câncer do colo do útero: Minas reforça prevenção e cuidado abre a nova fase do Programa Estadual de Enfrentamento ao Câncer, que passa a oferecer mais vacinação contra HPV, exames preventivos e tratamento rápido na rede pública.

Câncer do colo do útero: Minas reforça prevenção e cuidado

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) detalhou, nesta terça-feira (31/3), o pacote de medidas que amplia o acesso ao diagnóstico precoce e ao início da terapia em até 60 dias. A estratégia integra o “Cuidar na Hora Certa” e o Plano Operativo Estadual de Saúde das Mulheres, organizando o cuidado desde a prevenção até a alta complexidade.

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Entre as principais ações estão o reforço da vacinação contra HPV para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos e a expansão do Papanicolau, agora apoiado por testes moleculares de HPV em municípios-piloto. Mais de 10 mil kits de coleta já foram distribuídos, com previsão de escalonamento gradual.

Segundo a subsecretária de Redes de Atenção à Saúde, Camila Moreira de Castro, a testagem molecular “representa avanço decisivo na detecção precoce”. Uberaba e Juiz de Fora participam da iniciativa desde o fim de 2025, e Diamantina e Santo Antônio do Monte devem ser incluídos em 2026.

Dados do Painel Oncológico mostram 3.345 casos de câncer do colo do útero em 2024 e 2.496 em 2025, reforçando a urgência das novas frentes. Hoje, a rede estadual conta com 41 serviços habilitados em alta complexidade oncológica, responsáveis por consultas, colposcopias, biópsias e cirurgias. O Estado destina R$ 1,4 milhão anuais para garantir início do tratamento no prazo legal e para qualificar os fluxos assistenciais.

Na prática, a usuária Geane Maria Mota de Melo, 32 anos, relata ter realizado a primeira consulta três dias após o diagnóstico e a cirurgia em 40 dias. “Mesmo sendo um momento difícil, a rede pública esteve presente em todas as etapas”, destaca.

Especialistas lembram que as ações de educação em saúde e rastreamento ampliado são cruciais para reduzir mortalidade. Mais informações sobre prevenção podem ser encontradas no Instituto Nacional de Câncer (INCA), referência nacional no tema.

Quer entender outras iniciativas de saúde pública em Minas? Acesse nossa editoria Brasil e acompanhe as atualizações.

Crédito da imagem: Carol Souza / SES

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