Medo de recessão supera inflação, indica Banco Inter
Medo de recessão supera inflação, indica Banco Inter é o novo panorama traçado pela instituição após o salto do barril de petróleo de US$ 67 para mais de US$ 100, movimento atribuído ao conflito no Oriente Médio.
Medo de recessão supera inflação, indica Banco Inter
Em relatório divulgado nesta segunda-feira (29), o Banco Inter avalia que o encarecimento abrupto da commodity altera o eixo das preocupações globais: sai do centro o risco inflacionário persistente e entra o medo de recessão. Segundo a análise, o contexto macroeconômico atual — marcado por política monetária restritiva e consumo mais fraco — reduz o potencial de um novo surto de preços, mas amplia a chance de desaceleração econômica.
O banco lembra que, diferentemente dos choques de oferta dos anos 1970 ou do pico de 2022, a demanda mundial hoje mostra sinais de arrefecimento, sobretudo nos Estados Unidos, onde o mercado de trabalho perdeu fôlego. Nesse ambiente, o petróleo mais caro tende a atuar como freio à atividade, diminuindo viagens, produção industrial e investimentos.
Com isso, o principal canal de transmissão do choque deixa de ser inflação e passa a ser a redução da demanda real. A instituição revisou sua projeção de inflação para 2026 de 3,8% para 4,3%, mas ressalta que o impacto deverá ser temporário, esvaziando-se no segundo semestre.
No front da política monetária, o relatório indica que o Federal Reserve deve manter juros elevados por mais tempo, aguardando sinais claros de como o choque se espalhará pela economia. No Brasil, a expectativa é de cortes mais lentos na Selic, preservando cautela enquanto o risco de recessão global não se dissipa.

Imagem: Juliana Caveiro
Para reforçar o diagnóstico, o Inter cita estimativas da Agência Internacional de Energia (IEA), que apontam persistência de oferta restrita caso o conflito geopolítico se prolongue, mantendo a pressão sobre os preços do barril.
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Crédito da imagem: Money Times















