Páscoa impulsiona 60% do comércio em Juiz de Fora
Páscoa impulsiona 60% do comércio em Juiz de Fora ao afetar positivamente a maioria das empresas varejistas de alimentos na cidade, mostra levantamento da Fecomércio Minas citado pelo Sindicomércio-JF.
Páscoa impulsiona 60% do comércio em Juiz de Fora
O estudo revela que 62% dos estabelecimentos locais sentem aumento nas vendas, não apenas de chocolates, mas também de peixes, bebidas e itens relacionados à data religiosa. Caixas de bombom lideram a preferência dos consumidores, mencionadas por 37,4% dos lojistas; na sequência aparecem barras de chocolate (19,6%) e ovos de Páscoa (14,9%). Peixes respondem por 7,7% das transações.
Para quatro em cada cinco empresários, a maior procura ocorre na semana da festividade. Apenas 18,7% apontam o período anterior como crucial, e 0,4% enxergam oportunidades após o feriado. Mesmo após as fortes chuvas de fevereiro, 51,2% esperam repetir o desempenho de 2025 e 33% projetam crescimento.
Entre as estratégias para atrair clientes, 34,3% planejam promoções, enquanto 24,1% apostam em atendimento diferenciado. Já 25,7% não pretendem adotar ações específicas. Dos que veem cenário menos favorável, 26,7% culpam a cautela do consumidor, seguida pelo endividamento e pelos preços elevados.
A pesquisa aponta ainda que 74,6% das empresas não vendem produtos de Páscoa on-line. Entre as 25,4% que o fazem, o WhatsApp domina (49,1%), à frente de Instagram (27,6%) e marketplaces (10,3%).
Quanto ao tíquete médio, 61,7% dos lojistas estimam gastos de até R$ 100, concentrados nas faixas de R$ 50 a R$ 70 (33,3%) e de R$ 70 a R$ 100 (28,4%). O Pix lidera as formas de pagamento, seguido do cartão de crédito à vista.

Imagem: Felipe Couri
Dados da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Minas (FCDL-MG) reforçam a tendência: 89,8% dos mineiros pretendem celebrar a Páscoa, com gasto médio de R$ 207,78 — alta de 2,74% em relação a 2025. Segundo o economista Vinícius Carlos Silva, a preferência por barras e caixas de bombons (72,2% somados) reflete a busca por custo-benefício em um cenário de inflação persistente em alimentos e produtos sazonais. Esse contexto leva o consumidor a priorizar alternativas mais acessíveis, mantendo, porém, o caráter afetivo da data.
Para mais detalhes sobre o comportamento do varejo, a pesquisa completa está disponível no site da Fecomércio Minas, referência estadual do setor.
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Crédito da imagem: Felipe Couri















