Israel promete escalar ataques no Irã após novas investidas
Israel promete escalar ataques no Irã após novas investidas Ataques de Israel no Irã se intensificaram nesta sexta-feira, com bombardeios a alvos considerados o “coração de Teerã” e a advertência de que a ofensiva ganhará novas frentes caso a República Islâmica mantenha seus lançamentos de mísseis.
Israel promete escalar ataques no Irã após novas investidas
Segundo o Ministério da Defesa israelense, caças atingiram instalações usadas para fabricar mísseis balísticos e depósitos de armamentos em Teerã e no oeste iraniano. O titular da pasta, Israel Katz, declarou que “o Irã pagará preços cada vez mais altos por seus crimes de guerra” e que os ataques no Irã serão ampliados para “outras áreas que apoiem a construção de armas contra civis israelenses”.
Ao mesmo tempo, sirenes de alerta voltaram a soar em cidades israelenses, onde o Exército relatou a interceptação de projéteis iranianos — cenário já cotidiano desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.
A escalada acontece enquanto os Estados Unidos tentam negociar um cessar-fogo. O presidente Joe Biden apresentou a Teerã um plano de 15 pontos que exige, entre outras medidas, a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde normalmente trafega 20 % do petróleo mundial. Apesar de afirmar que “as conversas vão muito bem”, Biden adiou para 6 de abril o prazo para que o Irã libere a rota marítima. Teerã nega qualquer diálogo formal e apresentou uma contraproposta de cinco pontos, que inclui reparações de guerra e reconhecimento de sua soberania sobre o estreito.
A pressão econômica aumenta. O preço do Brent chegou a US$ 107 o barril, alta superior a 45 % desde o início do conflito, e as bolsas asiáticas recuaram diante do temor de uma crise energética global. Analistas ouvidos pela Reuters ressaltam que a insegurança na principal hidrovia do Golfo já provoca cobranças de pedágio por parte dos iranianos.
Os reflexos bélicos também se expandem pelo Oriente Médio. Arábia Saudita, Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos reportaram novos ataques iranianos com mísseis e drones, todos repelidos com ajuda de sistemas de defesa antiaérea. No Líbano, duas pessoas morreram após bombardeios na região de Beirute, enquanto tropas israelenses reforçam a fronteira norte para conter possíveis ações do Hezbollah.
No front humanitário, a Organização Internacional para Migrações calcula que 82 000 edificações civis foram danificadas no Irã, incluindo hospitais e escolas, afetando diretamente 180 000 moradores. O Conselho de Segurança da ONU realiza nesta sexta-feira uma reunião a portas fechadas para discutir as consequências dos bombardeios a infraestruturas civis.

Imagem: Internet
A guerra já contabiliza mais de 1 900 mortos no Irã, 1 100 no Líbano, 18 vítimas em Israel, além de 13 militares norte-americanos e dezenas de baixas em estados do Golfo e no Iraque.
Enquanto porta-aviões norte-americanos com 2 500 fuzileiros navais se aproximam da região e mil paraquedistas da 82.ª Divisão Aerotransportada seguem mobilizados, cresce a preocupação de que os ataques de Israel no Irã desencadeiem um êxodo em massa, sobrecarregando países vizinhos.
Para entender como outros conflitos recentes impactaram a segurança regional, confira também a análise em nossa editoria Brasil e acompanhe atualizações em tempo real.
Crédito da imagem: Globalnews.ca
















