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Estações espaciais comerciais: nova estratégia da NASA

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Estações espaciais comerciais: nova estratégia da NASA

Estações espaciais comerciais estão no centro de um plano atualizado da NASA, apresentado no evento Ignition na terça-feira (24), que propõe a compra de um módulo central acoplado à Estação Espacial Internacional (ISS) como base para futuras plataformas privadas.

Estações espaciais comerciais: nova estratégia da NASA

Hoje, a agência mantém o programa Commercial Low Earth Orbit Destinations (CLD), que concede verbas iniciais a empresas como Blue Origin, Sierra Space e Axiom Space para desenvolver seus projetos orbitais. Contudo, estudos independentes mostram que o mercado ainda não oferece receita suficiente para sustentar uma estação operada majoritariamente pela iniciativa privada, o que levou a NASA a repensar o modelo.

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Segundo Dana Weigel, gerente do programa da ISS, pesquisas indicam que seriam necessários ao menos dez anos para que a demanda comercial amadureça. “O caminho original é cheio de riscos”, afirmou. Além do desafio econômico, persiste a dúvida sobre a capacidade das empresas em gerenciar a complexa logística de uma estação, destacou Amit Kshatriya, administrador associado da agência.

Diante desse cenário, a NASA avalia duas rotas: manter o CLD como está ou assumir papel mais ativo. Na segunda opção, a agência compraria um módulo central que fornecerá energia, propulsão, suporte à vida e portas de acoplamento. Inicialmente unido à ISS, o conjunto poderia separar-se mais tarde, transformando-se em uma estação independente e permitindo a expansão gradual com módulos 100% privados.

O conceito não é inédito. Em 2020, a Axiom Space já recebeu uma porta de acoplamento da ISS para instalar seu módulo. A diferença agora é que o novo núcleo não será exclusivo de nenhum fornecedor, objetivo que, segundo Weigel, deve ampliar a concorrência e reduzir riscos. Dependendo da resposta da indústria ao pedido de informações, a NASA poderá lançar o edital preliminar para o módulo em poucos meses.

Enquanto prepara a sucessão da ISS, a agência quer dobrar a frequência de voos privados de astronautas — de um para dois por ano — a fim de estimular a demanda e gerar experiência operacional. O cronograma oficial mantém a desativação da estação atual para 2030, embora proposta no Senado dos EUA discuta estender o prazo até 2032.

Para saber mais sobre a estratégia da agência espacial norte-americana, consulte a página oficial da NASA, que detalha as próximas etapas do programa.

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Crédito da imagem: Sierra Space/Blue Origin

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