Empresa de Vancouver ligada ao Hezbollah é alvo de RCMP
Empresa de Vancouver ligada ao Hezbollah é alvo de RCMP e do Serviço Canadense de Inteligência de Segurança (CSIS) depois que autoridades dos Estados Unidos a incluíram num pacote de sanções por supostos vínculos financeiros de 100 milhões de dólares com o grupo libanês apoiado pelo Irã.
Empresa de Vancouver ligada ao Hezbollah é alvo de RCMP
O ministro da Segurança Pública, Gary Anandasangaree, confirmou que a Real Polícia Montada do Canadá (RCMP) e o CSIS “estão revendo o caso” da Seven Seas for International Trading and Logistics, registrada na Colúmbia Britânica em 2022 e mantida por três diretores sediados no Catar. “Assim que a análise interna for concluída, haverá mais informações”, declarou o ministro.
Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, a Seven Seas faz parte de uma rede coordenada pelo financista Alaa Hamieh, que operaria no Líbano, Síria, Polônia, Eslovênia, Catar e Canadá para mover recursos ao Hezbollah. O fundador da empresa canadense, Raoof Fadel, figura em diversos projetos com Hamieh e, ao ser contatado, afirmou que só irá se pronunciar após consultar seus advogados.
Apesar das sanções norte-americanas, Ottawa ainda não aplicou medidas semelhantes. O governo da Colúmbia Britânica informou ter procurado autoridades federais, pois sanções ligadas a financiamento de terrorismo são competência federal. “Qualquer passo futuro dependerá do diálogo com nossos parceiros de Ottawa”, destacou o Ministério das Finanças provincial.
Para especialistas, o Hezbollah integra o “eixo de resistência” alinhado ao Irã e já foi apontado por agências canadenses como ativo em atividades de captação de recursos e lavagem de dinheiro no país. Questionado sobre a falta de ação prévia do Canadá, Anandasangaree limitou-se a dizer que “investigações de segurança nacional raramente são discutidas publicamente” e que novos detalhes serão divulgados “no momento apropriado”.

Imagem: Internet
Nem a RCMP nem o CSIS responderam a pedidos de comentário até o fechamento desta edição, e o Ministério das Relações Exteriores canadense também se manteve em silêncio sobre possíveis medidas diplomáticas.
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Crédito da imagem: Global News
















