Bitcoin tem ‘vitória pírrica’ ao manter US$ 70 mil
Bitcoin tem ‘vitória pírrica’ ao manter US$ 70 mil na semana em que o mercado de criptomoedas comemorou preços elevados, mas pagou caro por isso: petróleo acima de US$ 100 e expectativa de juros altos nos EUA.
Mercado apoia-se em terreno instável
A expressão “vitória pírrica” ganhou força entre investidores após o bitcoin (BTC) fechar a maior parte dos últimos dias acima de US$ 70 mil. Embora o patamar sinalize resiliência, o contexto macroeconômico lança dúvidas sobre a sustentabilidade desse avanço. O salto recente no preço do barril de petróleo para além de US$ 100 — conforme apontou a Reuters — e o adiamento de um possível corte de juros pelo Federal Reserve elevam o custo de manter posições alavancadas em ativos de risco.
Destaques corporativos
No Brasil, a Méliuz (CASH3) sentiu o baque da correção cripto: perdas contábeis com BTC geraram prejuízo de R$ 32,9 milhões no 4T25. Sem o efeito, o lucro ajustado teria crescido 772%, para R$ 18,8 milhões. Já o ETF HASH11, primeiro fundo de índice de criptomoedas da B3, figurou entre os dez ativos mais negociados do mês, refletindo maior interesse institucional.
Movimentações na indústria
A exchange Kraken adiou planos de IPO, alegando condições adversas. No segmento de derivativos, o S&P 500 passou a ser espelhado na blockchain da Hyperliquid, permitindo negociações 24 horas por dia. Nos EUA, as agências SEC e CFTC emitiram diretrizes conjuntas que classificam a maioria das criptomoedas como não sendo valores mobiliários, abrindo caminho para o chamado Clarity Act.
O que esperar
Analistas alertam que a conjunção de energia cara e juros persistentes pode pressionar a liquidez global, fator crítico para ativos de alta volatilidade como o bitcoin. Uma nova escalada no petróleo ou desapontamentos na política monetária podem transformar o aparente triunfo da criptomoeda em revés significativo.

Imagem: Renan Sousa
Mesmo sob risco, o BTC mantém suporte robusto, enquanto investidores acompanham de perto indicadores econômicos e possíveis gatilhos regulatórios.
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Crédito da imagem: Imagem Copilot















