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Alta do petróleo pode afetar vários setores, diz Nomad

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Alta do petróleo pode afetar vários setores, diz Nomad

Alta do petróleo domina as atenções dos investidores nesta sexta-feira (20), com o economista Danilo Igliori, da Nomad Investimentos, alertando que a escalada dos preços, caso persista, trará reflexos a diversos segmentos da economia global.

Mercados reagem à guerra no Oriente Médio

De acordo com Igliori, o prolongamento do conflito entre Estados Unidos e Irã, que amanhã completa quatro semanas, elevou a percepção de risco. O fechamento do Estreito de Ormuz e a possibilidade de ações militares na ilha de Kharg reforçaram a volatilidade do petróleo. Ao meio-dia, o Ibovespa recuava 1,65%, enquanto apenas Cemig (CMIG4) e Prio (PRIO3) mostravam ganhos.

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O Brent chegou a ser negociado em torno de US$ 107, mas referências regionais, como Omã e Dubai, superaram US$ 150 o barril. Relatório do International Energy Agency (IEA) aponta que esses valores refletem com mais precisão a ruptura na oferta física da commodity.

Juros e inflação entram no radar

Para o especialista da Nomad, a alta do petróleo eliminou a expectativa de novos cortes de juros nos Estados Unidos até o fim de 2026. “O mercado agora projeta manutenção das taxas por um período mais longo”, afirmou. Esse cenário eleva o custo de financiamento global e pressiona moedas de países emergentes.

No Brasil, a saída do ministro Fernando Haddad para disputar o governo paulista trouxe incerteza adicional. Dario Durigan assume interinamente a Fazenda, mas analistas temem impactos sobre a condução da política fiscal em um momento de possíveis choques de preços do diesel — questão que levou caminhoneiros a cogitarem greve, posteriormente descartada após medidas do governo.

Setores mais sensíveis ao choque de preços

Segundo Igliori, transporte, petroquímica, aviação e agricultura devem sentir primeiro os efeitos da alta do petróleo. “O encarecimento dos combustíveis pressiona custos logísticos e pode chegar rapidamente ao consumidor final”, observou. Ele também prevê repasse inflacionário em cadeias dependentes de derivados, como fertilizantes e embalagens plásticas.

Apesar do ambiente adverso, o economista vê chance de alívio pontual caso ocorram avanços diplomáticos. “A volatilidade será constante, mas qualquer sinal de trégua pode reduzir prêmios de risco temporariamente”, concluiu.

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Crédito da imagem: Cecília de O. Freitas

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