Caminhoneiros descartam greve após novas regras de frete
Caminhoneiros descartam greve após novas regras de frete foi o consenso da assembleia realizada nesta quinta-feira (19/03) no litoral paulista, após o governo federal publicar medida provisória que reforça o piso mínimo do frete e eleva multas para contratantes que descumprirem a norma.
MP endurece fiscalização e eleva multas de até R$ 10 milhões
O texto editado pelo Executivo aumenta as penalidades para embarcadores que pagarem abaixo da tabela: as multas agora variam entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões por operação. Além disso, todas as viagens deverão ser registradas, permitindo à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) bloquear contratos que ignorem o valor legal.
De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), a decisão de não paralisar reflete “um avanço concreto” na proteção à renda dos motoristas, pressionada pela alta do diesel. Representantes lembraram que a proposta de greve buscava justamente o cumprimento da Lei dos Fretes Mínimos, criada em 2018 após a grande paralisação daquele ano.
Assembleia afasta risco de repetição de 2018
O encontro foi organizado pelo Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam). Segundo a entidade, a votação foi unânime. Para o porta-voz, “a categoria permanecerá mobilizada, mas entende que a MP atende às reivindicações imediatas”.
O receio de uma nova greve vinha mexendo com o mercado de combustíveis e com a logística nacional. Analistas ouvidos pela agência Reuters avaliam que o registro eletrônico dos fretes pode trazer maior transparência e reduzir disputas judiciais.

Imagem: Reuters
Próximos passos da categoria
Embora satisfeitos com o pacote, caminhoneiros prometem acompanhar o trâmite da MP no Congresso. Caso o texto seja alterado ou caduque, novas mobilizações não estão descartadas. “Seguiremos vigilantes”, reforçou a CNTTL.
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Crédito da imagem: REUTERS/Roosevelt Cassio
















