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Corvo-da-Nova-Caledônia exibe inteligência comparável à humana

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Corvo-da-Nova-Caledônia exibe inteligência comparável à humana

Corvo-da-Nova-Caledônia exibe inteligência comparável à humana em experimentos que demonstram planejamento, fabricação de ferramentas e resolução de desafios em várias etapas, igualando-se a primatas em certas tarefas.

Corvo-da-Nova-Caledônia exibe inteligência comparável à humana

Entre as aves estudadas pela ciência, o Corvus moneduloides, nativo da Nova Caledônia, ocupa posição de destaque. Pesquisas iniciadas ainda na década de 1990 revelaram que esses corvos não só utilizam, como também fabricam ferramentas para obter alimento, comportamento documentado em menos de 1 % das espécies animais.

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Um dos episódios mais conhecidos ocorreu na Universidade de Oxford. A fêmea batizada de Betty dobrou um pedaço de arame até transformá-lo em gancho, retirando comida de um tubo profundo sem ajuda humana. O feito comprovou que a ave não apenas escolhe objetos úteis, mas projeta instrumentos adequados ao problema apresentado.

Outros testes mostraram aptidão ainda maior: os corvos aprendem a usar sequências de ferramentas. Primeiro manipulam um galho curto para alcançar outro mais longo e, em seguida, conquistam a iguaria fora de alcance. Esse encadeamento exige raciocínio antecipado e memória de trabalho semelhantes aos observados em macacos-prego.

Na natureza, pesquisadores documentaram o uso de galhos entalhados, folhas recortadas e até pedaços de madeira moldados para extrair larvas de troncos. Estudos recentes indicam que as aves aprimoram o design desses utensílios ao longo do tempo, sugerindo aprendizado cultural transmitido entre gerações, de forma análoga ao desenvolvimento de tecnologia em humanos.

Apesar do cérebro pequeno em volume absoluto, o corvo-da-Nova-Caledônia apresenta alta densidade de neurônios e circuitos neurais complexos. Isso explica, segundo especialistas, o desempenho equivalente ao de crianças de até cinco anos em testes de causa e efeito. A conclusão reforça a noção de que tamanho craniano não é o único indicador de cognição avançada, como aponta reportagem da National Geographic.

As descobertas desafiam a visão tradicional de que apenas mamíferos grandes detêm habilidades sofisticadas. Ao demonstrar planejamento, flexibilidade e inovação, o corvo-da-Nova-Caledônia redefine o entendimento sobre inteligência animal e amplia as fronteiras da pesquisa em cognição comparada.

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Crédito da imagem: Helena Osvath

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