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G7 não libera reservas de petróleo e monitora preços

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G7 não libera reservas de petróleo e monitora preços

G7 não libera reservas de petróleo e monitora preços foi a decisão anunciada após videoconferência dos ministros das Finanças do bloco nesta segunda-feira (15). Embora o barril do Brent tenha alcançado momentaneamente US$ 119 em meio à guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, os países optaram por aguardar antes de recorrer aos estoques estratégicos.

G7 não libera reservas de petróleo e monitora preços

O ministro francês Roland Lescure, cujo país preside o grupo em 2024, declarou em Bruxelas que “ainda não chegamos ao ponto” de liberar reservas. O comunicado final sustenta que os membros “continuarão acompanhando de perto o mercado de energia” e “estão prontos para adotar medidas necessárias, inclusive liberar estoques, se a oferta global for ameaçada”.

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Na mesma linha, o ministro canadense François-Philippe Champagne afirmou em Ottawa que a situação “permanece volátil” e demandará novas consultas, inclusive entre os ministros de Energia, antes de qualquer ação concreta. Segundo ele, o G7 pretende garantir “estoque suficiente para atender à demanda” e avalia alternativas logísticas, como o eventual desbloqueio do Estreito de Ormuz, principal rota marítima do Golfo.

Um representante do G7 ouvido pela agência Reuters confirmou “consenso amplo” para não tocar nos estoques neste momento, ressaltando que “a questão é de timing” e que a decisão final caberá aos líderes do bloco. Atualmente, as reservas estratégicas são coordenadas pela Agência Internacional de Energia (IEA), que exige que cada país mantenha ao menos 90 dias de importações armazenadas. Em 2022, a IEA orquestrou a maior liberação coletiva da história, com 180 milhões de barris, após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Apesar do pico matinal, o mercado recuou no fim do dia: os principais contratos voltaram a ficar abaixo de US$ 90 depois de o presidente Donald Trump declarar à CBS News que o conflito estaria “praticamente encerrado”. Ainda assim, líderes europeus, como o chanceler alemão Friedrich Merz e a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, marcaram videoconferência para esta terça-feira (16) a fim de debater competitividade e custo da energia.

Com mais de 1,2 bilhão de barris em reservas públicas e 600 milhões sob obrigação governamental no setor privado, os países da IEA dizem dispor de “amplo colchão” para enfrentar choques de oferta. O G7, porém, prefere aguardar dados adicionais antes de intervir diretamente.

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Crédito da imagem: Globalnews.ca

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