Israel ataca comandantes iranianos em Beirute; 394 mortos
Israel ataca comandantes iranianos em Beirute em um inédito golpe de drones aplicado na madrugada de domingo (9), ampliando a ofensiva para o centro da capital libanesa após dias de bombardeios que deixam 394 mortos, segundo o Ministério da Saúde do Líbano.
Israel ataca comandantes iranianos em Beirute
O Exército israelense informou que o alvo foram “comandantes-chave” da Força Quds, braço de elite da Guarda Revolucionária do Irã, descritos como responsáveis por planejar ataques contra o Estado de Israel. Os militares não divulgaram os nomes dos alvos, mas afirmaram que eles atuavam simultaneamente para Teerã e para o “Corpo do Líbano” da Força Quds.
De acordo com autoridades libanesas, quatro pessoas morreram no ataque ao bairro costeiro de Raouche, um polo turístico que vem abrigando deslocados internos. A explosão atingiu uma suíte do quarto andar do hotel Ramada; janelas estilhaçadas e fachada escurecida foram observadas por repórteres da agência Reuters. Outras dez pessoas ficaram feridas.
O porta-voz militar israelense, Nadav Shoshani, declarou que cerca de 200 combatentes do Hezbollah foram mortos desde a retomada das hostilidades, iniciada há uma semana quando o grupo, apoiado pelo Irã, disparou contra território israelense. O Hezbollah ainda não divulgou seu próprio balanço.
Bombardeios se intensificam no sul e no leste
Os ataques mais letais ocorreram no leste libanês: 41 pessoas morreram em incursões aéreas israelenses profundas no país. No total, a contagem oficial inclui ao menos 83 crianças e 42 mulheres entre as vítimas, sem distinção clara entre civis e combatentes.
Além de Beirute, Israel já atingiu subúrbios próximos à embaixada iraniana e alertou representantes iranianos a deixarem o Líbano. O governo libanês determinou a detenção e deportação de integrantes da Guarda Revolucionária, mas não se sabe se a medida foi efetivada.

Imagem: Internet
Apelos internacionais por cessar-fogo
O papa Leo, durante a oração do Angelus na Praça de São Pedro, descreveu como “profundamente inquietantes” as notícias vindas do Oriente Médio. Ele pediu fim imediato dos bombardeios e abertura de espaço para “diálogo em que as vozes dos povos sejam ouvidas”. O Vaticano já advertira que ações preventivas minam o direito internacional.
Enquanto a escalada preocupa capitais ocidentais e países vizinhos, milhares de libaneses buscam abrigo; a ONU calcula cerca de 100 mil pessoas em abrigos improvisados. O bairro de Raouche, símbolo do turismo local, transformou-se em refúgio temporário para famílias como a de Khalil Abou Mohammad, cujos três filhos feridos precisarão de cirurgia.
Com a expansão das operações para dentro de Beirute, analistas temem que o conflito regional ganhe novo fôlego. Acompanhe outras atualizações sobre a crise no Oriente Médio em nossa editoria de Mundo e mantenha-se informado.
Crédito da imagem: Globalnews.ca















