Série Estopim estreia no Canal Brasil e debate violência
Série Estopim chega ao Canal Brasil em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, propondo um olhar de bastidores sobre a violência de gênero no país.
Documentário investiga causas estruturais dos feminicídios
A produção da Escafandra Transmedia, dirigida por Ana Teixeira, utiliza a popular estética de true crime para ir além do momento do crime. Ao longo de cinco episódios, exibidos sempre às 21h, de domingo (8) a quinta-feira (12), o roteiro retrocede à “linha de pólvora” que precede cada feminicídio, analisando fatores políticos, culturais e institucionais que perpetuam a violência contra mulheres.
Cinco capítulos, cinco tipos de crime
Cada episódio foca um contexto específico:
Crimes políticos reconstitui os casos de Marielle Franco, Patrícia Acioli e Dora Barcellos, destacando o risco enfrentado por mulheres em posições públicas.
Crimes conjugais, na segunda-feira (9), revisita as histórias de Eloá Pimentel, Ângela Diniz e Sandra Gomide, trazendo ainda o depoimento de Maria da Penha para discutir avanços da lei homônima.
Crimes sexuais, na terça (10), parte dos casos Aída Curi e Mônica Granuzzo para refletir sobre culpabilização de vítimas, lembrando o estupro coletivo de 2016 no Rio de Janeiro.
Crimes de ódio, na quarta (11), investiga assassinatos motivados por raça, identidade de gênero e orientação sexual, como os de Gisberta Salce e Dandara.
Crimes invisibilizados, na quinta (12), expõe feminicídios de mulheres rurais, indígenas e negras, destacando a Marcha das Margaridas como símbolo de resistência.
Equipe majoritariamente feminina e recursos visuais
Com direção de arte e ilustrações de Lívia Serri Francoio e Luma Flôres, a série recorre a animações metafóricas para proteger a identidade das vítimas. O elenco de entrevistadas reúne vozes de referência em enfrentamento à violência de gênero, entre elas Anielle Franco, Mônica Benício, Valeska Zanello e Soraia Mendes.

Imagem: Divulgação
Reflexão sobre responsabilidade coletiva
Segundo Ana Teixeira, a proposta é “rebobinar a fita” para apontar responsabilidades que ultrapassam o autor material do crime. A abordagem dialoga com discussões globais sobre gênero, apoiadas por organismos como a ONU Mulheres; mais informações podem ser conferidas no site onumulheres.org.br.
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Crédito da imagem: Divulgação















