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Tokenização no turismo atrai novos modelos de crédito

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Tokenização no turismo atrai novos modelos de crédito

Tokenização no turismo atrai novos modelos de crédito ganhou protagonismo no 3º Fórum Internacional de Investimentos em Turismo, em São Paulo, onde executivos defenderam dados estruturados, inteligência artificial (IA) e previsibilidade financeira como chaves para captar capital e escalar projetos.

Dados estruturados e IA reduzem riscos

Para Renato Teixeira, da Verity, a IA só entrega valor quando apoiada em bases confiáveis. “Sem fundação sólida de informações, a decisão vem enviesada”, alertou. Modelos preditivos, segundo ele, podem aprimorar a precificação de ativos e a personalização de serviços turísticos, diminuindo incertezas para investidores.

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A presidente do Instituto Brasil de Inovação, Patrícia Aiello, lembrou que o turismo representa 10% do PIB mundial e gera trilhões de dólares anuais. “É plataforma de desenvolvimento estratégico, não apenas lazer”, afirmou. Ela destacou que estudos da Organização Mundial do Turismo (OMT) reforçam o impacto econômico do setor.

Tokenização democratiza o investimento

Jeison Araújo, CEO do Tower Bank, explicou que fracionar ativos por meio da tokenização permite a entrada de pequenos investidores em empreendimentos antes restritos a grandes fundos. A ampliação depende, contudo, de segurança jurídica clara. “Distribuir cotas digitais fica fácil; o desafio é ter regras sólidas”, pontuou.

Na avaliação de Patrícia, o varejo ainda está distante dos grandes projetos turísticos. “Tokenizar é caminho para pulverizar o capital e ampliar participação”, reforçou.

Bancos exigem previsibilidade e governança

Sérgio Margutti, diretor executivo do Santander, afirmou que há liquidez global, mas faltam projetos “escaláveis, estruturados e com fluxo de caixa previsível”. Segundo ele, garantias bem modeladas e gestão profissional são pré-requisitos para liberar crédito de longo prazo. “PowerPoint sozinho não convence”, resumiu.

Carol Paiffer, mediadora e CEO da Dinastia Aceleradora, concluiu que a convergência entre inovação, capital e governança cria um círculo virtuoso: “Dados reduzem risco, tokenização democratiza e a profissionalização sustenta o crescimento regional”.

Ao fim do painel, consenso entre os participantes: tecnologia, análise de dados e novas soluções de financiamento formam o tripé que pode posicionar o Brasil na vanguarda do turismo inteligente.

Quer entender como outros setores adotam inovação financeira? Leia mais na editoria Brasil e acompanhe nossas atualizações.

Crédito da imagem: Matheus Alves/Brasilturis

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