EUA orienta saída de cidadãos de 14 países no Oriente Médio
EUA orienta saída de cidadãos de 14 países no Oriente Médio em meio à escalada do conflito com o Irã. O Departamento de Estado, em comunicado divulgado nesta terça-feira (3), elevou o nível de alerta para “Máxima Cautela” e recomendou que norte-americanos deixem a região “o quanto antes”.
EUA orienta saída de cidadãos de 14 países no Oriente Médio
A medida abrange Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Síria, Territórios Palestinos e Turquia. Segundo Washington, a deterioração da segurança após ataques de milícias alinhadas a Teerã levou vários governos a restringir operações aéreas e a impor toques de recolher.
O alerta cita especificamente Emirados, Qatar e Kuwait, que passaram do nível 2 para o nível 3 de recomendação, indicando “reconsiderar viagem”. De acordo com o documento, o fechamento temporário de espaços aéreos nesses países provocou cancelamentos em série de voos internacionais e obrigou rotas de desvio em todo o Golfo Pérsico.
Em Dubai e Manama, capitais de Emirados e Bahrein, hotéis registraram danos estruturais causados por destroços de drones abatidos sobre o litoral. Ainda não há relatos oficiais de feridos entre turistas, mas a rede hoteleira local confirmou perdas financeiras significativas.
O Departamento de Estado também reiterou a Advertência Mundial de Cautela, recomendando vigilância redobrada em aeroportos, terminais rodoviários e pontos turísticos da região. Autoridades norte-americanas destacam que manifestações de rua podem ocorrer “com pouca ou nenhuma antecedência”.
Companhias aéreas como Emirates, Qatar Airways e Turkish Airlines informaram que oferecerão reembolso integral ou remarcação sem custo adicional a passageiros afetados. Já seguradoras de viagem reforçaram a necessidade de apólices que incluam cobertura para evacuação de emergência.

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Especialistas em relações internacionais alertam que a escalada com o Irã ainda não demonstra sinais claros de arrefecimento. “Enquanto persistirem ataques de retaliação, o risco para civis continuará alto”, avalia o professor Michael Stern, da Universidade de Columbia.
No Brasil, o Itamaraty monitora a situação, mas até o fechamento desta edição não havia emitido recomendação semelhante a cidadãos brasileiros.
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