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Assassinato de Ali Khamenei anima iranianos no Canadá

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Assassinato de Ali Khamenei anima iranianos no Canadá

Assassinato de Ali Khamenei anima iranianos no Canadá é a expressão que define o sentimento de exilados em Winnipeg, após o ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel que matou o líder supremo do Irã no sábado.

Reação da diáspora iraniana em Winnipeg

A defensora de direitos humanos Farimehr Hakemzadeh, que deixou Teerã em 2014, classifica o momento como “esperança”. Ela lembra que os iranianos “vivem há mais de meio século entre prisões, torturas e execuções” e relata que, ainda neste fim de semana, recebeu vídeos de parentes “celebrando e dançando” nas ruas do Irã.

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O também iraniano-canadense Allan Wise endossa a visão de que a ação foi necessária. Para ele, eliminar Ali Khamenei “equivale a retirar um ditador como Hitler”, indicando que, sem mudança de regime, “a paz seria impossível”.

Debate jurídico internacional

Apesar da comemoração entre parte da diáspora, especialistas alertam para possíveis consequências legais. O professor de Direito e presidente da Cátedra Mauro em Direitos Humanos da Universidade de Manitoba, Nathan Derejko, ressalta que não havia ataque armado iraniano contra Washington ou Tel Aviv no momento da ofensiva. “Não existe base jurídica na Carta da ONU para esse bombardeio”, afirma.

Segundo Derejko, o governo iraniano poderá alegar legítima defesa e responder com força militar, o que aumenta o risco de escalada. Ele afirma que “o impacto devastador sobre civis de toda a região precisa ser prioridade” em qualquer esforço diplomático para encerrar as operações.

Possíveis impactos regionais

As primeiras 48 horas após a morte de Khamenei já provocaram tensões em capitais do Oriente Médio. Analistas temem alta prolongada nos preços de energia e novos confrontos por procuração. Reportagem da BBC lembra que choques anteriores no Golfo Pérsico repercutiram no mercado global de petróleo e gás.

Cenário futuro

Mesmo sob a ameaça de retaliação, Hakemzadeh e Wise mantêm otimismo. “O objetivo final é a troca de regime; só assim o Irã se reintegrará à comunidade internacional”, resume Wise.

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Crédito da imagem: Globalnews.ca

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