Canadá envia ajuda alimentar de US$ 8 mi para Cuba
Canadá envia ajuda alimentar de US$ 8 mi para Cuba. A iniciativa, anunciada pelo governo canadense, busca aliviar a escassez de alimentos que atinge a ilha em meio à crise humanitária provocada pela falta de combustível.
Canadá envia ajuda alimentar de US$ 8 mi para Cuba
O Ministério das Relações Exteriores do Canadá, liderado por Anita Anand, e o secretário parlamentar para o desenvolvimento internacional, deputado Randeep Sarai, confirmaram o repasse de US$ 8 milhões em ajuda alimentar emergencial para a população cubana. O montante será distribuído exclusivamente por agências das Nações Unidas, sem intermediação direta do governo de Havana.
Segundo Ottawa, a medida responde às “necessidades urgentes” decorrentes da combinação de falta de óleo combustível, escassez de remédios e a destruição provocada pelo furacão Melissa no ano passado. Desde janeiro, Cuba perdeu seu principal fornecedor de petróleo quando os Estados Unidos assumiram o controle das reservas venezuelanas e ameaçaram impor tarifas a terceiros países que abastecessem a ilha. Embora a Casa Branca tenha recuado da ameaça após decisão da Suprema Corte norte-americana, os impactos no abastecimento persistem.
Em audiência no Parlamento canadense, um funcionário do Global Affairs Canada afirmou que o governo cubano permanece “estável”, apesar da pressão econômica. Já o embaixador cubano em Ottawa, Rodrigo Malmierca Diaz, declarou que o bloqueio “sufoca todo um povo” e pediu mais apoio de nações amigas.
Outros países também mobilizam ajuda. Nesta semana, o México despachou 1.193 toneladas de suprimentos a Cuba, a segunda remessa do ano, com chegada prevista para sábado.
O alerta de viagem emitido por Ottawa há mais de um ano permanece em vigor, recomendando cautela a turistas devido à falta de itens básicos como alimentos, medicamentos e combustível em grande parte do território cubano.

Imagem: Internet
Com essa remessa, o Canadá reforça sua posição de cooperar com a ilha por vias multilaterais, evitando comentar publicamente o papel das sanções norte-americanas na crise.
No curto prazo, a expectativa é que os recursos destinados às agências da ONU cheguem às comunidades mais afetadas já nas próximas semanas, priorizando crianças e idosos.
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Crédito da imagem: Global News















