Canadense narra miséria na linha de frente da Ucrânia
Canadense narra miséria na linha de frente da Ucrânia é a constatação de Paul Hughes, morador de Calgary que, desde março de 2022, atua como voluntário em zonas de combate no leste ucraniano. Em entrevista enquanto soavam sirenes de ataque aéreo russo, ele descreveu “o maior nível de sofrimento” que já testemunhou.
Canadense narra miséria na linha de frente da Ucrânia
Hughes desembarcou no país logo após o início da invasão em 24 de fevereiro de 2022 e criou a entidade canadense H.U.G.S. (Helping Ukraine Grassroots Support) para levar alimentos, medicamentos e abrigo a civis. Segundo ele, a frente de batalha se estende por quase 1 000 km — “a mesma distância de Calgary até Vancouver”.
Na cidade de Kharkiv, a população caiu de 1,5 milhão para cerca de 600 mil a 700 mil habitantes, além de 200 mil deslocados internos. “Os russos demoliram cada comunidade em seu caminho”, afirma o voluntário, que se considera pacifista, “mas alguém que odeia valentões”.
Ferimentos do filho e determinação de permanecer
Meses depois da chegada do pai, o filho MacKenzie juntou-se ao esforço humanitário. Em 1.º de julho de 2025, durante um bombardeio com drones Shahed em Zaporizhzhia, ele sofreu queimaduras de terceiro grau em 30 % do corpo. Hughes correu para o hospital, porém o jovem decidiu continuar se recuperando em solo ucraniano. “Ele foi ao inferno e voltou, mas não desistiu da Ucrânia”, relatou.
Crise humanitária prolongada
Quase cinco anos após o início do conflito, a necessidade de ajuda permanece “massiva”. Hughes lista escassez de moradia, desemprego elevado e pobreza como efeitos diretos da guerra. Ele compara: “Imagine 70 % da indústria de Calgary fechando da noite para o dia”.
Apesar do cansaço, o povo quer paz, diz o canadense. “Eles não estão dispostos a trocar seu país por um cessar-fogo; precisa ser um acordo digno e duradouro”. Para compreender a dimensão da tragédia, o voluntário recomenda acompanhar dados de organismos como o Acnur, que monitoram deslocamentos e violações de direitos humanos.

Imagem: Internet
Hughes segue publicando relatos nas redes da H.U.G.S., quase sempre vestindo a camisa do Calgary Flames e exibindo a bandeira do Canadá, como forma de lembrar aos conterrâneos o custo humano do conflito.
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Crédito da imagem: Courtesy: H.U.G.S.















