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Carnaval 2026: Viradouro e Mocidade Alegre campeãs

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Carnaval 2026: Viradouro e Mocidade Alegre campeãs

Carnaval 2026: Viradouro e Mocidade Alegre campeãs marcam a história das passarelas do Rio de Janeiro e de São Paulo, com vitórias emocionantes que exaltaram o mestre de bateria Ciça e a atriz Léa Garcia.

Carnaval 2026: Viradouro e Mocidade Alegre campeãs

Viradouro conquista o quarto título na Sapucaí

Terceira escola a desfilar na noite de segunda-feira (16), a Unidos do Viradouro alcançou 269,8 pontos e levou seu quarto campeonato no Grupo Especial carioca. O enredo “Pra cima, Ciça!” homenageou o maestro de bateria Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça, 69 anos, reverenciado ao longo de um desfile de forte apelo emocional.

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A comissão de frente dramatizou a entrada de Ciça no universo do samba, com o menino Vitor Gabriel interpretando sua infância e um leão representando a Estácio de Sá. No clímax, o próprio Ciça surgiu entre os bailarinos, subiu a um tripé em formato de apito transformado nos arcos da Apoteose e reapareceu, de motocicleta, para comandar os ritmistas na dispersão.

A apresentação contou com mestres de bateria de diferentes agremiações, a participação comovida do carnavalesco Paulo Barros e o retorno da atriz Juliana Paes como rainha de bateria, 18 anos após sua última passagem pela escola de Niterói.

Mocidade Alegre vence por um décimo em São Paulo

No Sambódromo do Anhembi, a Mocidade Alegre confirmou o 13º troféu paulista ao superar a Gaviões da Fiel por apenas um décimo, decisão definida no quesito fantasia. O samba-enredo “Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra” celebrou a trajetória de Léa Garcia, falecida em 2023, e ressaltou seu legado para a representatividade da mulher negra na dramaturgia brasileira.

Referências a A Escrava Isaura, aos filmes Orfeu Negro e Xica da Silva permearam alas e carros alegóricos. No último setor, um Kikito gigante simbolizou o troféu do Festival de Gramado, entregue simbolicamente a Léa, interpretada por Adriana Lessa, dourada como a estatueta. A rainha de bateria Aline Oliveira, há 16 anos no posto, levantou o bandeirão e conduziu a escola dentro do tempo limite de 1h05min05s.

A tensão na leitura das notas lembrou o público de que cada detalhe – da afinação dos surdos aos acabamentos de fantasias – pesa na balança, reforçando a competitividade que caracteriza o Carnaval paulistano.

Memória e emoção definem os campeões

Entre o choro na Sapucaí e a disputa voto a voto no Anhembi, o Carnaval 2026 evidenciou a força das homenagens biográficas. Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, enredos que valorizam figuras simbólicas geram imediata conexão com o público e com os jurados, tendência que deve seguir nos próximos anos.

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Crédito da imagem: Mauro Pimentel/AFP

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