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Negociações nucleares EUA e Irã: Estreito de Ormuz fechado

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Negociações nucleares EUA e Irã: Estreito de Ormuz fechado

Negociações nucleares EUA e Irã avançam nesta terça-feira (13) em Genebra, enquanto o governo iraniano ordena o fechamento temporário do Estreito de Ormuz para a realização de um exercício militar com fogo real.

Negociações nucleares EUA e Irã: Estreito de Ormuz fechado

Representantes de Washington e Teerã participam da segunda rodada de conversas indiretas sobre o programa atômico iraniano. O encontro, mediado por autoridades de Omã, durou quase três horas e concentrou-se exclusivamente nas atividades nucleares do Irã, segundo a TV estatal iraniana.

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Paralelamente às tratativas, a mídia semioficial Tasnim informou que mísseis disparados a partir do território e da costa iraniana atingiram alvos no Estreito de Ormuz. A passagem marítima — rota obrigatória para cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo — ficará fechada por “algumas horas” por razões de segurança náutica, informou Teerã. É a primeira interrupção de tráfego na região desde que os Estados Unidos intensificaram ameaças de ação militar contra o país persa.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que lidera a delegação iraniana, afirmou estar “em Genebra com ideias reais para um acordo justo”. Já o presidente norte-americano, Donald Trump, declarou, a bordo do Air Force One, que pretende acompanhar as discussões “ao menos indiretamente” e advertiu que “o Irã não quer encarar as consequências de recusar um pacto”.

A tensão cresce com o reforço da presença militar dos EUA no Oriente Médio. O porta-aviões USS Gerald R. Ford foi deslocado do Caribe para juntar-se ao USS Abraham Lincoln e a destróieres que patrulham a região há mais de duas semanas. Recentemente, forças norte-americanas abateram um drone iraniano que se aproximava do Lincoln, no mesmo dia em que Teerã tentou interceptar um navio de bandeira estadunidense.

Autoridades do Golfo alertam que qualquer confronto pode desencadear um conflito regional em um Oriente Médio já impactado pela guerra Israel-Hamas. Irã insiste que seu programa nuclear tem fins pacíficos, apesar de ter enriquecido urânio a 60%, um passo técnico do nível bélico. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) monitora o enriquecimento e participou de reuniões preparatórias em Genebra.

A crise também ocorre em meio ao luto de 40 dias pelos mais de 7.000 mortos na repressão a protestos internos, segundo a Human Rights Activists News Agency. O líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, alertou que forçar resultados nas negociações seria “um erro tolo”.

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Crédito da imagem: Globalnews.ca

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