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Repressão transnacional da China exige cautela do Canadá

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Repressão transnacional da China exige cautela do Canadá

Repressão transnacional da China exige cautela do Canadá. Relatório do Montreal Institute for Global Security (MIGS) sustenta que Pequim lidera ações de intimidação contra dissidentes no exterior e alerta Ottawa a não ser “ingênua” enquanto busca reaproximação econômica com o país asiático.

Repressão transnacional da China exige cautela do Canadá

O documento classifica a repressão transnacional como uma das ameaças mais sérias — e menos compreendidas — à segurança e à democracia canadense. Entre os exemplos citados estão supostas “delegacias” clandestinas, campanhas de influência on-line sobre comunidades sino-canadenses e ameaças a familiares que permanecem na China. Mulheres também teriam sido alvo de deepfakes de caráter sexual.

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Durante coletiva em Ottawa, o diretor-executivo do MIGS, Kyle Matthews, reconheceu a necessidade de o Canadá diversificar suas parcerias comerciais, mas frisou que isso não pode ocorrer “à custa da segurança”. O relatório menciona igualmente a Índia como outro agente de repressão além-fronteiras.

As advertências chegam um mês após o primeiro-ministro Mark Carney assinar acordos com Pequim envolvendo comércio e viagens. No último domingo, a China suspendeu exigência de visto para turistas e empresários canadenses, gesto que, segundo Matthews, deve ser recebido com cautela: “Não devemos imaginar que cidadãos canadenses na China deixaram de ser monitorados”.

Marie Lamensch, diretora de assuntos globais do MIGS, defendeu que Ottawa mantenha a exigência de visto para viajantes chineses, permitindo a triagem pela agência de inteligência CSIS. Para o ex-analista do órgão e co-autor Phil Gurski, a entrada deve ser negada quando houver indícios de intenções coercitivas: “Visitar o Canadá é privilégio, não direito”.

Ameaça não se limita à China

O estudo também detalha iniciativas de Rússia, Irã, Argélia e Ruanda, além de remeter a investigações sobre o assassinato do ativista sikh Hardeep Singh Nijjar, supostamente ligado ao governo indiano. Conforme a reportagem da Global News, centenas de estrangeiros são investigados na Colúmbia Britânica por extorsões ligadas a gangues indianas.

Recomendações ao governo canadense

Entre as medidas propostas estão a rápida implementação do registro de transparência de influência estrangeira, mais recursos à polícia federal e treinamento para municípios identificarem pressões sobre diásporas. O MIGS sugere ainda fortalecer a cooperação internacional e investir em educação pública para reduzir o efeito inibidor sobre a participação política de imigrantes.

Para acompanhar outras análises sobre segurança e política internacional, visite nossa editoria Brasil e continue informado.

Crédito da imagem: Global News

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