Trump garante US$ 5 bi para reconstrução de Gaza
Trump garante US$ 5 bi para reconstrução de Gaza ao afirmar, neste domingo (7), que integrantes do recém-criado Conselho da Paz se comprometeram a aportar o montante para recuperar o território palestino devastado por mais de dois anos de bombardeios israelenses.
Compromissos financeiros e forças internacionais
Segundo o presidente dos Estados Unidos, as promessas de recursos serão oficializadas na próxima quinta-feira (11), durante a primeira reunião do colegiado em Washington. Além do aporte financeiro, os países membros devem enviar “milhares de agentes” para uma força internacional de estabilização e policiamento em Gaza, peça central do cessar-fogo mediado pelos EUA em 10 de outubro.
Participação da Indonésia
Até o momento, apenas a Indonésia confirmou números concretos: o Exército do país declarou que até 8 000 militares estarão prontos para serem deslocados até junho, compondo a missão humanitária. Trump, porém, não especificou quais das mais de 20 nações que integram o Conselho arcarão com o restante do efetivo ou do financiamento.
Escala do desafio
A reconstrução de Gaza é estimada em US$ 70 bilhões por Banco Mundial, ONU e União Europeia, valor catorze vezes superior ao anunciado pelo Conselho da Paz. Praticamente nenhum ponto do enclave de 2,3 milhões de habitantes escapou à ofensiva israelense, e a infraestrutura básica — água, energia e hospitais — encontra-se em colapso.
Ceticismo internacional
Aliados europeus dos EUA veem o órgão como possível concorrente ao Conselho de Segurança da ONU e, por isso, relutam em aderir. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não deve participar do encontro inaugural. Ainda assim, Trump classificou o Conselho da Paz como “o corpo internacional mais consequente da História” e anunciou que a reunião ocorrerá no prédio do Instituto Americano da Paz, rebatizado em dezembro com seu nome e atualmente alvo de disputa judicial após intervenção do governo republicano.

Imagem: Internet
O cessar-fogo exige o desarmamento do Hamas e a presença da força multinacional para garantir a segurança — condição que tem afastado possíveis colaboradores. Até agora, poucos países manifestaram disposição em integrar o contingente, reforçando a incerteza sobre a efetividade do plano de reconstrução.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















