Glitter no Carnaval: proteja a pele sob o sol
Glitter no Carnaval: proteja a pele sob o sol. A combinação de altas temperaturas com maquiagens brilhantes pode resultar em alergias, irritações e até manchas permanentes, alertam dermatologistas.
Glitter no Carnaval: proteja a pele sob o sol
Com a chegada dos blocos de rua, o uso de glitter no Carnaval tornou-se quase obrigatório. Entretanto, segundo a dermatologista Isadora Rosan, do Hospital Israelita Albert Einstein em Goiânia, o produto deve ser aplicado com cautela. Brilhos fabricados para papelaria ou artesanato não têm registro cosmético e podem provocar reações severas, sobretudo na região dos olhos.
Rosan enfatiza que “qualquer substância irritante, quando exposta ao sol, aumenta o risco de manchas e queimaduras”. Por isso, evite áreas de mucosa — pálpebras, lábios e genitais — e confira se a embalagem traz menção a testes dermatológicos.
Em caso de vermelhidão, coceira ou inchaço, retire imediatamente o produto com água abundante e sabão neutro. Não friccione a pele, pois o atrito agrava a inflamação. Se os sintomas persistirem, procure atendimento médico.
Dicas para aplicar glitter com segurança
Para minimizar problemas e ainda brilhar, a especialista recomenda a seguinte rotina:
- Filtro solar: aplique duas camadas de protetor com FPS 30 ou superior em todas as áreas expostas antes da maquiagem. Reaplique a cada duas horas, ou antes se houver suor intenso ou chuva.
- Hidratação contínua: beba água antes, durante e depois da folia para manter o equilíbrio da pele.
- Remoção delicada: ao chegar em casa, use demaquilante ou óleo de limpeza para soltar o glitter. Depois, lave o rosto com sabonete suave.
- Reposição de barreira: finalize com hidratante já adequado ao seu tipo de pele para restaurar a camada protetora.
Essas medidas estão alinhadas às recomendações da Sociedade Brasileira de Dermatologia, que reforça a importância de produtos específicos para uso cutâneo.

Imagem: Pexels
Alerta para tintas e adereços
Além do glitter no Carnaval, tintas corporais e sprays coloridos também exigem verificação de procedência. Substâncias desconhecidas podem causar dermatites de contato ou infecções oculares caso atinjam a conjuntiva. A regra é simples: se não houver indicação para uso na pele, não aplique.
No fim da festa, priorize roupas leves e evite esfoliantes agressivos nas áreas recém-expostas ao sol. Dessa forma, você reduz o risco de descamação e cicatrizes.
Para mais orientações sobre cuidados pessoais durante grandes eventos, confira nossa editoria Brasil e mantenha-se informado. Bom Carnaval e proteja-se!
Crédito da imagem: Pexels















