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Sol telescópio natural pode virar lente gigante em 30 anos

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Sol telescópio natural pode virar lente gigante em 30 anos

Sol telescópio natural pode virar lente gigante em 30 anos — um estudo preliminar liderado por Slava G. Turyshev, do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, mostra que uma sonda poderia alcançar a região focal da lente gravitacional solar em menos de três décadas, transformando a própria estrela em um observatório mais potente do que o Hubble.

Sol telescópio natural pode virar lente gigante em 30 anos

Prevista pela relatividade geral, a lente gravitacional ocorre quando a massa de um corpo extremamente denso curva o espaço-tempo e desvia a luz. Ao posicionar uma nave a aproximadamente 650 unidades astronômicas (UA) do Sol, seria possível ampliar imagens de exoplanetas com detalhamento inédito. A linha focal da Solar Gravitational Lens (SGL) estende-se de 650 a 900 UA, distância quase quatro vezes superior à percorrida pela Voyager 1 em 47 anos.

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O trabalho examina quais sistemas de propulsão podem levar a carga científica até lá em prazo viável. A propulsão química convencional foi descartada. Restaram duas alternativas:

Velas solares — exigiriam uma passagem extrema a 0,04–0,08 UA do Sol para ganhar impulso gravitacional. Nesse cenário, a espaçonave chegaria a 650 UA em 25 a 40 anos, mas com limite de massa na instrumentação.

Propulsão elétrica nuclear por fissão (NEP) — permitiria transportar equipamentos mais pesados e ajustar a posição no destino. Combinada a propulsão térmica nuclear, a solução poderia cumprir a mesma rota em menos de 20 anos.

Ambas as tecnologias ainda estão em estágio inicial. Turyshev destaca que um lançamento entre 2035 e 2040 dependerá de demonstrações de viabilidade no começo da próxima década. Os detalhes do estudo estão disponíveis no repositório de pré-publicações arXiv, plataforma usada por pesquisadores de todo o mundo.

Para operar tão longe, a sonda precisará de sistemas de energia de radioisótopos ou fissão, já que o fluxo solar cai até 810 mil vezes em relação à órbita da Terra. Também será necessário apontamento preciso ao limbo solar e movimentos laterais controlados para reconstruir a imagem pixel a pixel do objeto estudado.

Embora desafiadora, a missão pode inaugurar uma era em que o Sol como telescópio revele detalhes da superfície de planetas fora do Sistema Solar e permita comunicações interestelares inéditas.

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Crédito da imagem: Dima Zel/Shutterstock

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