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EUA e Rússia retomam diálogo militar direto após 3 anos

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EUA e Rússia retomam diálogo militar direto após 3 anos

EUA e Rússia retomam diálogo militar em alto nível após encontro entre autoridades militares dos dois países em Abu Dhabi, informou o Comando Europeu dos Estados Unidos (EUCOM).

Canais de comunicação reabertos

De acordo com nota do EUCOM, o acordo foi selado na quinta-feira (data local) durante reuniões que contaram com o general Alexus Grynkewich, comandante do Comando Europeu dos EUA e também comandante supremo aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Representantes militares de Rússia e Ucrânia também participaram.

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O novo canal garantirá “contato militar-a-militar consistente” enquanto as partes buscam um acordo de paz duradouro. Conversas desse nível estavam suspensas desde 2021, pouco antes da invasão russa em larga escala à Ucrânia.

Contexto das negociações em Abu Dhabi

Grynkewich esteve na capital dos Emirados Árabes Unidos num momento em que negociações trilaterais sobre o fim da guerra entraram no segundo dia. O enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro do ex-presidente Donald Trump, juntaram-se às delegações de Moscou e Kyiv, segundo Rustem Umerov, chefe do Conselho de Segurança e Defesa da Ucrânia.

Até agora, as autoridades não divulgaram avanços concretos. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, reforça que o país precisa de garantias de segurança dos Estados Unidos e da Europa para evitar ataques russos após um eventual cessar-fogo.

Escalada no campo de batalha

Enquanto as negociações continuam, Moscou intensificou ataques à rede elétrica ucraniana. A força aérea ucraniana relatou o disparo de 183 drones e dois mísseis balísticos contra o país durante a madrugada. Em Kyiv, duas pessoas ficaram feridas; na região metropolitana, um homem sofreu ferimento de estilhaço no peito. O Ministério da Defesa russo afirmou ter abatido 95 drones sobre várias regiões, o mar de Azov e a Crimeia.

Zelenskyy revelou que 55 mil militares ucranianos morreram desde fevereiro de 2021. O último balanço público, em início de 2025, mencionava 46 mil baixas. Segundo a ONU, quase 15 mil civis foram mortos e mais de 40 mil ficaram feridos até dezembro passado. A Human Rights Watch apontou aumento de 31% nas vítimas civis em 2025.

Reações internacionais

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, chegou a Kyiv para mostrar apoio. Especialistas veem a retomada do diálogo militar EUA-Rússia como passo essencial para evitar incidentes e facilitar um possível acordo, mas alertam que os combates na linha de frente, que se estende por cerca de 1.000 km no leste e sul da Ucrânia, continuam intensos.

O restabelecimento desse canal militar cria expectativa por novos avanços diplomáticos. Acompanhe mais análises sobre o conflito e seus impactos na nossa editoria de Brasil e mantenha-se informado.

Crédito da imagem: Globalnews.ca

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