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Copasa privatização: conselho aprova golden share estatal

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Copasa privatização: conselho aprova golden share estatal

Copasa privatização: conselho aprova golden share estatal O Conselho de Administração da Copasa (CSMG3) aprovou, nesta quinta-feira (29), alterações no estatuto social que serão submetidas à assembleia geral e pavimentam o processo de desestatização da companhia mineira de saneamento.

Copasa privatização: conselho aprova golden share estatal

O pacote de propostas, divulgado em fato relevante, adapta o estatuto à Lei Estadual nº 25.664/2025 e cria uma ação preferencial de classe especial, a chamada golden share, cujo titular exclusivo será o Estado de Minas Gerais. A medida garante ao governo poder de veto em decisões estratégicas mesmo após a venda de parte ou da totalidade de sua posição acionária.

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Também será votada a conversão de uma ação ordinária do Estado nessa golden share, além da consolidação do estatuto social para refletir as novas regras de governança. As mudanças dependem da liquidação da oferta pública secundária que o governo planeja realizar no âmbito da privatização.

Atualmente, Minas Gerais detém 50,03% do capital da Copasa. A proposta abre margem para que o Estado venda até 100% dessa fatia, usando os recursos para amortizar dívidas com a União. Caso o certame atraia um investidor estratégico, o governo poderá manter participação residual de 5%, enquanto o investidor poderá assumir até 30% do capital social, com possibilidade de comprar ações adicionais durante a oferta.

Se nenhum investidor estratégico demonstrar interesse, todas as ações sob controle estatal poderão ser alienadas no mercado. Segundo o governador Romeu Zema (Novo), a transação, estimada em pelo menos R$ 10 bilhões, pode ser concluída até abril.

O modelo de privatização discutido pela Copasa segue movimento semelhante ao de outras estatais brasileiras que reservaram golden shares para preservar prerrogativas públicas; exemplo recente ocorreu na Eletrobras, conforme registrou a agência Reuters.

As decisões do conselho serão examinadas pelos acionistas em data ainda a ser convocada. A expectativa do mercado é de que a aprovação acelere a preparação da oferta e estabeleça diretrizes claras para futuros controladores e investidores minoritários.

Para acompanhar a evolução do processo e outras pautas econômicas que impactam Minas Gerais, acesse nossa seção Brasil e continue informado.

Crédito da imagem: Flávya Pereira/Money Times

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