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Zelensky critica Europa por resposta lenta à Rússia

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Zelensky critica Europa por resposta lenta à Rússia

Zelensky critica Europa por resposta lenta à Rússia ao discursar no Fórum Econômico Mundial, em Davos, nesta quinta-feira (18), acusando o continente de agir de forma “lenta, fragmentada e insuficiente” diante da invasão russa iniciada em 2022 e da agressão que já dura quase quatro anos.

Zelensky critica Europa por resposta lenta à Rússia

O presidente ucraniano listou queixas que, segundo ele, deixaram Kiev à mercê de Vladimir Putin. Entre elas, a demora europeia para aprovar decisões-chave, o baixo investimento em defesa e a falta de consenso sobre o uso de ativos russos congelados para financiar a resistência ucraniana.

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“A Europa parece perdida”, afirmou Volodymyr Zelensky, comparando a atuação do bloco à “ousadia” de Washington em crises como Venezuela e Irã. O líder citou o filme “Feitiço do Tempo” para ilustrar a sensação de repetir alertas sem avanço concreto: “Um ano se passou e continuo dizendo as mesmas palavras”.

Embora a União Europeia tenha fornecido ajuda financeira, militar e humanitária, nem todos os 27 membros participam de forma igualitária. As divisões internas também retardam sanções ao chamado “shadow fleet” de petroleiros russos que burlam restrições internacionais.

O conflito já custou à Ucrânia cerca de 20% do território, além de sangrar as forças de Moscou e sua economia sob sanções, segundo dados compilados por analistas ocidentais e institutos de pesquisa, como o Brookings Institution.

Zelensky revelou ter se reunido por cerca de uma hora com o ex-presidente norte-americano Donald Trump, classificando o encontro como “produtivo”. Ele confirmou negociações trilaterais entre Estados Unidos, Ucrânia e Rússia nos Emirados Árabes a partir de sexta-feira (19), sem detalhar o “grande ponto em aberto” mencionado pelo enviado especial Steve Witkoff.

O líder ucraniano reiterou a necessidade de mais sistemas Patriot para proteger a rede elétrica, alvo de ataques constantes. Ao mesmo tempo, preocupa a escassez de soldados: o Ministério da Defesa registrou 200 mil deserções e cerca de 2 milhões de casos de evasão do recrutamento.

Para Zelensky, a Europa “ainda se comporta como geografia, história e tradição, não como força política”. Ele alertou que a hesitação europeia pode prolongar a guerra e enfraquecer a segurança do próprio continente.

No curto prazo, Kiev depende de armamentos ocidentais e de um acordo de segurança pós-guerra que já tem linhas gerais alinhadas com Washington, mas que exigirá ratificação de cada parlamento envolvido.

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Crédito da imagem: Global News

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