Groenlândia: deputado dinamarquês manda Trump se calar
Groenlândia: deputado dinamarquês manda Trump se calar marcou o debate no Parlamento Europeu nesta terça-feira, quando o eurodeputado Anders Vistisen, 38 anos, desafiou o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, 79, e o mandou “f–er-se” durante um discurso sobre a soberania da ilha.
Repreensão imediata no plenário
Ao lembrar que a Groenlândia “faz parte do Reino da Dinamarca há 800 anos” e “não está à venda”, Vistisen declarou: “Sr. Presidente, f–a-se”. A frase gerou interrupção imediata por parte da presidência da sessão. O vice-presidente Nicolae Stefanuta advertiu que a linguagem viola regras internas: “Mesmo com fortes emoções políticas, esse vocabulário é inaceitável”.
Reincidência do parlamentar
Não foi a primeira vez que Vistisen usou o mesmo termo contra Trump. Em janeiro passado, o dinamarquês recorrera à mesma expressão, recebendo ameaça de multa do Parlamento Europeu. No X (antigo Twitter), ele reiterou a posição: “A Groenlândia não está à venda. Qualquer patriota entende que isso fere a soberania nacional”.
Pressão norte-americana sobre a ilha
Trump voltou a defender que os EUA devem controlar a maior ilha do mundo, território autônomo da Dinamarca e membro da OTAN. Em evento sobre saúde rural na Casa Branca, chegou a mencionar tarifas sobre países que não apoiassem o plano: “Talvez eu coloque tarifa se não aceitarem, porque precisamos da Groenlândia para a segurança nacional”.
O republicano tem repetido que não descarta “nenhuma opção”, inclusive força militar, para garantir jurisdição norte-americana na região estratégica e rica em minerais. Apesar disso, em dezembro de 2025 afirmou que o interesse não é somente mineral: “Temos mais petróleo que qualquer nação; vamos resolver tudo”.
Desde 2019, quando classificou a proposta como “grande negócio imobiliário”, Trump alega que a manutenção da ilha custa US$ 700 milhões anuais aos cofres dinamarqueses. A Dinamarca rejeita a avaliação.

Imagem: Katie Scott Global New
Consequências políticas
Vistisen, representante do Partido Popular Dinamarquês, sustenta que possíveis multas do Parlamento por linguagem ofensiva equivalem a “punição por falar verdades”. A controvérsia reacende o debate sobre decoro parlamentar e liberdade de expressão em Bruxelas. Analistas observam que o episódio reforça a resistência europeia às ambições norte-americanas no Ártico, ponto já destacado por veículos internacionais como a BBC.
Enquanto Copenhague e Bruxelas tratam o caso como “linguagem imprópria”, Trump mantém o discurso de que “menos que o controle total é inaceitável”, ampliando tensões diplomáticas entre aliados históricos.
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Crédito da imagem: Global News















